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Hoje é Quarta-feira, 14 de Janeiro de 2026.
Mato Grosso do Sul liderou o ranking nacional de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) agropecuário, com projeção de 17,9%, segundo dados da Resenha Regional do Banco do Brasil. O desempenho coloca o Estado à frente de Tocantins (16,4%) e Paraná (16,1%), que também aparecem entre os destaques do levantamento.
De acordo com o secretário de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Jaime Verruck, a liderança sul-mato-grossense reflete o fortalecimento do agronegócio no Centro-Oeste. Além de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso (15,1%) e Goiás (10,7%) também figuram entre os estados com maior crescimento, consolidando a região como o principal polo do setor no país.
“O Centro-Oeste se consolida como o coração do agronegócio brasileiro, impulsionado por grandes safras, pecuária em escala e forte investimento em tecnologia”, afirmou Verruck. Segundo ele, o cenário indica que 2025 tende a ser um ano excepcional para o agro, com todos os estados do ranking registrando crescimento em dois dígitos.
Estados das regiões Norte, Sul e Sudeste também aparecem no levantamento com indicadores superiores a 10%, como Espírito Santo (16%), Santa Catarina (15,1%) e Roraima (14,6%), reforçando a expansão do setor primário em nível nacional.
MS em destaque
O desempenho do PIB de Mato Grosso do Sul segue em ritmo superior ao da economia brasileira. Enquanto a projeção nacional aponta crescimento de 2,2%, o Estado deve alcançar 4,8%, conforme os Cenários Regionais da Resenha Regional elaborada pelo assessoramento econômico do Banco do Brasil.
O avanço é sustentado principalmente pelo agronegócio e pela expansão de cadeias industriais conectadas às demandas do mercado externo. Em evento realizado na Bolsa de Valores do Brasil (B3), em São Paulo, o governador Eduardo Riedel destacou que o Estado cresceu mais de 13% em 2023 e que a expectativa é manter um desempenho até quatro vezes superior ao do país em 2025.
Em contrapartida, dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que o PIB brasileiro variou apenas 0,1% no terceiro trimestre do ano, em relação ao trimestre anterior, sinalizando um cenário de crescimento praticamente estável.
O doutor em economia Michel Constantino avaliou que, mesmo diante de um ambiente nacional marcado por dificuldades na condução econômica, Mato Grosso do Sul segue em trajetória oposta, apoiado em planejamento e investimentos estruturantes. Segundo ele, a ausência de uma estratégia consistente em nível federal resultou em inflação persistente, elevação dos juros e aumento da dívida pública, enquanto o Estado adotou um modelo baseado em desenvolvimento sustentável, inovação e competitividade.
“Mato Grosso do Sul teve um plano claro de desenvolvimento e segue no caminho correto do crescimento econômico”, concluiu o economista.
