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Hoje é Quarta-feira, 14 de Janeiro de 2026.
O governo brasileiro manifestou preocupação de que o ataque militar dos Estados Unidos à Venezuela e a consequente captura do presidente Nicolás Maduro possam gerar uma crise migratória sem precedentes na fronteira entre os dois países. Em entrevista à CNN Brasil, o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, afirmou que o governo trabalha com cautela diante da situação e não descarta a possibilidade de reforçar a presença de militares em pontos sensíveis, como Pacaraima, em Roraima, para garantir a proteção da fronteira e o acolhimento de venezuelanos que venham a deslocar-se em massa após os confrontos. A possível crise migratória coloca uma pressão renovada sobre a chamada Operação Acolhida, que já atua desde 2018 para receber e organizar a entrada de pessoas em situação de vulnerabilidade no Brasil nesta fronteira.
A operação dos EUA, confirmada pelo presidente Donald Trump, que afirmou ter capturado Maduro e sua esposa como parte de um ataque em larga escala, gerou reações divergentes no espectro político brasileiro. Parlamentares de direita comemoraram a ação, classificando a captura como um momento histórico e um passo relevante para a Venezuela superar um regime considerado autoritário. Deputados como Eduardo Bolsonaro celebraram nas redes sociais a notícia como uma vitória pela liberdade na América Latina, e outras lideranças de centro-direita também elogiaram o fim do governo de Maduro como benéfico para a região.
Por outro lado, parlamentares ligados à base governista e de esquerda no Congresso criticaram a intervenção americana, alegando que ela representa uma grave violação da soberania venezuelana e um precedente perigoso no direito internacional. Deputados do PSOL e do PT classificaram a ação como agressiva e ilegal, advertindo para os riscos humanitários de qualquer conflito que atinja civis e para as possíveis repercussões regionais de uma intervenção militar estrangeira.
Essa divisão de opiniões reflete a tensão mais ampla na política brasileira sobre como reagir à situação na Venezuela e ao papel dos Estados Unidos na América do Sul, ao mesmo tempo em que o governo federal se prepara para enfrentar possíveis impactos sociais e humanitários na fronteira com o país vizinho. Com informações: CNN
