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Imigrantes venezuelanos em Curitiba relatam apreensão após ataque dos EUA à Venezuela

Imigrante venezuelana que vive na capital paranaense diz que incerteza e preocupação marcam contato com familiares em Caracas após ofensiva militar
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Aeronaves sobrevoam Caracas em baixa altitude durante explosões registradas na capital venezuelana após ataque de larga escala realizado por forças dos Estados Unidos (Foto: Reprodução). Por: Editorial | 03/01/2026 08:35

Imigrantes venezuelanos que vivem em Curitiba relatam um sentimento de apreensão ao acompanhar as notícias sobre o ataque de larga escala realizado por forças dos Estados Unidos contra a Venezuela na madrugada deste sábado (3). A ofensiva foi confirmada pelo presidente norte-americano Donald Trump, que afirmou que o presidente venezuelano Nicolás Maduro foi capturado durante a operação.

Caroline Acosta, imigrante venezuelana que vive no Brasil há cerca de dois anos, acompanha as informações principalmente por meio das redes sociais, com transmissões ao vivo de jornalistas venezuelanos, além do contato direto com familiares. Parte da família de sua mãe vive em Caracas, em uma região próxima aos locais atingidos durante a ação militar.

Segundo Caroline, mesmo tentando manter a calma, os parentes enfrentam medo e insegurança. Ela relata que, com a suspensão das garantias constitucionais na Venezuela, o clima é de tensão constante, embora muitos depositem esperança na fé para atravessar o momento delicado.

Durante a madrugada, uma série de explosões foi registrada em Caracas. De acordo com a agência Associated Press, ao menos sete explosões foram ouvidas em um intervalo de cerca de 30 minutos. Aeronaves também foram vistas voando em baixa altitude sobre a capital venezuelana.

Curitiba é a cidade brasileira que mais recebeu imigrantes venezuelanos por meio da Operação Acolhida, iniciativa coordenada pelo Subcomitê Federal de Acolhimento e Interiorização de Imigrantes em Situação de Vulnerabilidade. Entre abril de 2018 e novembro de 2025, 8.930 venezuelanos foram acolhidos na capital paranaense por meio do programa.

Caroline afirma que passou a madrugada acordada, preocupada com a segurança da família. Ela descreve sentimentos mistos de angústia, preocupação e silêncio diante da situação vivida por quem permanece na Venezuela, especialmente os mais vulneráveis, enquanto a incerteza sobre o futuro permanece. Com informações: g1




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