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Bubalinocultura brasileira fecha 2025 com crescimento, inovação e fortalecimento do setor

Associação destaca avanços em pesquisa, registro genealógico, capacitação técnica e expansão do mercado nacional e internacional.
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Setor bubalino avança em pesquisa, registro e mercado, consolidando crescimento da atividade no Brasil. (Foto: Divulgação). Por: Editorial | 02/01/2026 16:27

A bubalinocultura brasileira encerrou 2025 em trajetória de crescimento e modernização, com avanços relevantes em pesquisa científica, registro genealógico, capacitação técnica e inserção no mercado. O balanço é da Associação Brasileira de Criadores de Búfalos (ABCB), que avalia o período como decisivo para a reorganização e o fortalecimento da atividade no país.

Ao longo do ano, a entidade ampliou sua visibilidade em eventos estratégicos do agronegócio, como Agrishow (SP), MegaLeite (MG) e Expointer (RS). As feiras contribuíram para difundir o potencial produtivo dos búfalos, aproximar criadores, técnicos e consumidores, além de valorizar os derivados lácteos e cárneos da espécie.

Entre os destaques esteve o 17º Encontro de Bubalinocultores, realizado em Fortaleza (CE), que reuniu produtores de diversas regiões e teve forte caráter técnico, com palestras e apresentações científicas voltadas à produção e ao mercado. O evento consolidou-se como espaço de troca de conhecimento e integração da cadeia produtiva.

Segundo a vice-presidente da ABCB, Desireé Möller, 2025 marcou uma nova fase da entidade, com prioridade para o registro genealógico e o fortalecimento da base técnica. Um dos resultados foi o aumento no número de animais inscritos no programa de avaliação genética, coordenado pela pesquisadora Gabriela Stefani, que permite mensurar a produção de carne e leite nas propriedades e comparar dados entre regiões.

A pesquisa científica também avançou com estudos realizados em parceria com o Instituto de Zootecnia, focados na composição genética do leite de búfala, especialmente na kappa-caseína, proteína determinante para a qualidade e o rendimento dos derivados. Os resultados contribuem para o melhoramento genético e a qualificação da produção nacional.

Na área técnica, a ABCB retomou a recomposição do quadro de profissionais de registro, em parceria com a Associação Nacional de Criadores Herd-Book Collares, com a contratação de novos técnicos para as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. A ampliação para Norte e Nordeste está prevista para o início de 2026.

O ano também foi marcado pela expansão institucional no exterior, com a participação brasileira no 11º Simpósio das Américas e Europa, realizado na Bolívia, reforçando a integração entre países produtores.

No mercado, 2025 trouxe novidades como o lançamento do primeiro leite em pó de búfala do Brasil e a aquisição da indústria Levitare pelo grupo Tirolez, sinalizando maior interesse de grandes empresas na cadeia bubalina e perspectivas de expansão e valorização comercial.

Para 2026, as expectativas são positivas. A Unesp de Botucatu realizará a primeira prova de eficiência alimentar em búfalos no país, enquanto o 18º Encontro Brasileiro de Bubalinocultores está programado para Santa Catarina. O Brasil também participará do Mundial de Criadores de Búfalos, na Itália, ampliando a projeção internacional da bubalinocultura nacional. Com informações: Portal do Agronegócio.




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