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Governo reajusta salário mínimo e injeta R$ 81,7 bilhões na economia

O aumento beneficiará aposentados, trabalhadores e autônomos, movimentando o consumo e afetando diretamente a Previdência Social.
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Beneficiários do salário mínimo terão aumento a partir de fevereiro, movimentando a economia e impactando a Previdência Social. (Foto: Divulgação). Por: Editorial | 27/12/2025 07:29

O salário mínimo de R$ 1.621, previsto para entrar em vigor em 1º de janeiro e começar a ser pago em fevereiro, deve injetar R$ 81,7 bilhões na economia brasileira, segundo estimativa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O cálculo considera impactos sobre renda, consumo e arrecadação, mesmo diante de restrições fiscais mais rígidas.

De acordo com o Dieese, aproximadamente 61,9 milhões de brasileiros terão seus rendimentos diretamente influenciados pelo piso salarial. Entre eles estão 29,3 milhões de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), 17,7 milhões de empregados, 10,7 milhões de trabalhadores autônomos, 3,9 milhões de empregados domésticos e 383 mil empregadores.

O reajuste de 6,79% em relação ao mínimo atual segue as regras da política permanente de valorização do salário mínimo.

Impactos no orçamento público

O aumento do mínimo reflete diretamente em benefícios e despesas indexados ao piso nacional, com impacto relevante sobre o orçamento. Segundo o Dieese:

  • R$ 39,1 bilhões é o aumento estimado nas despesas da Previdência Social em 2026;

  • R$ 380,5 milhões é o custo adicional para cada R$ 1 de aumento no salário mínimo;

  • 46% dos gastos previdenciários são impactados pelo reajuste;

  • 70,8% dos beneficiários da Previdência recebem benefícios atrelados ao salário mínimo.

O desafio do governo será equilibrar os efeitos positivos do aumento sobre a renda da população com o controle das despesas obrigatórias, especialmente em um contexto de cumprimento das metas fiscais.

Como foi calculado o reajuste

O aumento do salário mínimo segue a Lei 14.663, de agosto de 2023, que estabelece a correção anual com base na variação do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) do ano anterior e no crescimento do PIB de dois anos antes.

Para 2026, o cálculo será parcialmente limitado pelo novo arcabouço fiscal (Lei Complementar 200/2023), que estabelece um teto para o crescimento real das despesas da União. Dessa forma:

  • A inflação medida pelo INPC, de 4,18% (de dezembro do ano passado a novembro deste ano), será considerada integralmente;

  • O crescimento do PIB, de 3,4%, será limitado a 2,5%, percentual máximo permitido pelo novo regime fiscal.

A combinação desses fatores resulta em um aumento nominal de R$ 103 no salário mínimo, impactando diretamente milhões de brasileiros e movimentando a economia do país. Com informações: Agência Brasil.




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