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Hoje é Terça-feira, 13 de Janeiro de 2026.
A Justiça condenou um tutor a 11 meses e 18 dias de detenção por maus-tratos após a mutilação das patas de um cavalo com um facão, em Bananal, no interior de São Paulo. De acordo com laudos periciais elaborados por veterinários, o animal ainda estava vivo no momento em que foi decepado. A pena deverá ser cumprida inicialmente em regime semiaberto, além do pagamento de 34 dias-multa, calculados com base em 1/30 do salário mínimo vigente. O condenado poderá recorrer em liberdade.
O caso ocorreu em agosto e ganhou grande repercussão nas redes sociais. Na ocasião, o tutor confessou ter mutilado o cavalo, mas afirmou que o animal já estava morto. A versão foi descartada pela perícia e pela análise judicial.
Na sentença, a juíza responsável pelo caso afirmou que houve duas condutas autônomas de maus-tratos, ambas determinantes para a morte do animal. Segundo a magistrada, o cavalo foi submetido a intenso esforço físico ao percorrer aproximadamente 14 quilômetros em um trajeto com muitas subidas, sem preparo adequado, o que o levou à exaustão extrema.
Mesmo após o animal cair no chão, o tutor teria obrigado o cavalo a se levantar e continuar o percurso, quando o correto seria prestar socorro ou buscar ajuda, o que era possível, já que havia outras pessoas no local. Ao cair pela segunda vez, o cavalo foi mutilado ainda em vida, em um ato classificado pela Justiça como de extrema crueldade.
A juíza destacou que o tutor demonstrou plena consciência do caráter ilícito da ação, afastando qualquer alegação de erro. Para a magistrada, ficou comprovado o dolo e a prática de maus-tratos que culminaram na morte do animal.
O Ministério Público classificou o crime como cruel e covarde. A defesa informou que não irá se manifestar sobre a decisão. Com informações: g1
