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TikTok assina acordo para criar empresa conjunta nos EUA e evitar proibição

Joint venture com investidores majoritariamente americanos atende exigências de lei de 2024 e permite que a plataforma continue operando em seu maior mercado
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Aplicativo do TikTok em tela de smartphone; empresa firmou acordo para criar joint venture nos Estados Unidos e evitar proibição no país (Foto: AFP/Arquivos). Por: Editorial | 19/12/2025 07:24

O TikTok assinou um acordo para criar uma empresa conjunta com investidores majoritariamente americanos, medida que deve permitir a manutenção de suas operações nos Estados Unidos e evitar uma possível proibição no país. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (18) por veículos de imprensa americanos, com base em um memorando interno citado pelas agências Bloomberg e Axios.

De acordo com o documento, 45% do controle da nova empresa ficará com um grupo formado pelas companhias americanas Oracle e Silver Lake e pelo fundo de investimento MGX, dos Emirados Árabes Unidos. O fundador e presidente-executivo da Oracle, Larry Ellison, é conhecido por sua proximidade com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

O diretor-executivo do TikTok, Shou Chew, informou no memorando que cerca de um terço da joint venture ficará com investidores atuais da ByteDance, incluindo fundos americanos. A própria ByteDance, controladora chinesa da plataforma, manterá quase 20% de participação, limite máximo permitido para empresas chinesas de acordo com a legislação americana.

A criação da nova estrutura responde a uma lei aprovada em 2024, durante o governo de Joe Biden, que obrigava a ByteDance a vender as operações do TikTok nos Estados Unidos ou enfrentar a proibição do aplicativo no país. A legislação foi motivada por preocupações de parlamentares americanos de que o governo chinês pudesse ter acesso a dados de usuários ou influenciar conteúdos por meio do algoritmo da plataforma.

Essas preocupações já haviam sido levantadas durante o primeiro mandato de Donald Trump. Após retornar à Casa Branca, em janeiro, o presidente adiou repetidamente a aplicação da lei por meio de decretos. O prazo atual para cumprimento da legislação vence em 23 de janeiro de 2026.

O acordo anunciado confirma, em grande parte, uma declaração feita pela Casa Branca em setembro, quando o governo americano indicou que havia entendimento com a China para a criação de uma nova empresa conjunta que atendesse aos requisitos legais.

Segundo o memorando de Shou Chew, após a conclusão do acordo, a joint venture americana do TikTok funcionará como uma entidade independente, com autoridade sobre proteção de dados, segurança do algoritmo, moderação de conteúdo e segurança do software nos Estados Unidos. As entidades americanas do TikTok Global também serão responsáveis por atividades comerciais, como comércio eletrônico, publicidade e marketing, além da interoperabilidade global de produtos.

A lei de 2024 teve como principal objetivo impedir que autoridades chinesas tivessem acesso aos dados pessoais de usuários americanos. O TikTok já reconheceu que funcionários baseados na China acessaram dados de usuários dos Estados Unidos, mas afirmou que essas informações nunca foram compartilhadas com o governo chinês. Com informações: IstoÉDinheiro




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