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Hoje é Terça-feira, 13 de Janeiro de 2026.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira, 18 de dezembro, que todas as pessoas eventualmente envolvidas no esquema de fraudes em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social, o INSS, serão investigadas, independentemente de quem sejam. A declaração foi dada durante um café da manhã com jornalistas no Palácio do Planalto, em Brasília.
Lula foi questionado sobre a investigação conduzida pela Polícia Federal e sobre a citação do nome de seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, em apurações que envolvem Antônio Carlos Camilo Antunes, apontado como operador do esquema e conhecido como “Careca do INSS”. Segundo o presidente, não haverá qualquer tipo de blindagem ou interferência política no andamento das investigações.
O presidente destacou que parte das apurações corre sob sigilo, mas reforçou que defende rigor e seriedade no trabalho da Polícia Federal, da Controladoria-Geral da União e da CPI que acompanha o caso no Congresso Nacional. Lula afirmou que qualquer pessoa citada ou identificada como participante do esquema deve ser investigada e responsabilizada, caso fique comprovado envolvimento.
Nesta quinta-feira, a Polícia Federal deflagrou mais uma fase da Operação Sem Desconto, que investiga um esquema nacional de descontos ilegais em benefícios de aposentados e pensionistas do INSS. A ação foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, que retirou o sigilo da decisão no mesmo dia.
Segundo a decisão, a PF identificou cinco pagamentos de R$ 300 mil, totalizando R$ 1,5 milhão, feitos por uma empresa ligada ao Careca do INSS para a empresa RL Consultoria e Intermediações Ltda., pertencente a outra investigada. Em mensagens apreendidas, há referência a repasses destinados a “o filho do rapaz”, sem que o documento esclareça a quem a expressão se refere.
As investigações também revelaram conversas entre investigados demonstrando preocupação após buscas e apreensões realizadas em fases anteriores da operação, além de orientações para destruição de aparelhos celulares.
A Operação Sem Desconto apura um esquema que teria atuado entre 2019 e 2024, realizando descontos mensais não autorizados nos benefícios de aposentados e pensionistas, com prejuízos estimados em até R$ 6,3 bilhões. Nesta nova etapa, a PF cumpriu mandados de busca e apreensão e de prisão em diversos estados e no Distrito Federal, além de decretar medidas cautelares contra ex-dirigentes e operadores do esquema.
