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Hoje é Segunda-feira, 12 de Janeiro de 2026.
A implantação da Pehosp (Política Estadual de Financiamento Hospitalar) estruturou, em 2025, um novo modelo de repasses aos hospitais da rede SUS (Sistema Único de Saúde) em Mato Grosso do Sul. O formato, já em execução, passou a operar com duas modalidades de financiamento: uma parcela fixa, destinada à manutenção dos serviços essenciais, e outra variável, vinculada à produção assistencial informada por cada unidade. O investimento anual previsto pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) para a execução da política é de aproximadamente R$ 198,5 milhões.
O modelo considera critérios como porte do hospital, perfil assistencial, capacidade operacional e integração às Redes de Atenção à Saúde (RAS). Entre os serviços contemplados estão pronto-atendimento 24 horas, cirurgias, partos, leitos clínicos, UTIs e outros atendimentos essenciais. A política também reorganiza o papel dos hospitais dentro das RAS, distribuindo funções entre unidades locais, de apoio e regionais.
Durante o processo de consolidação da Pehosp, foram definidos parâmetros de produção, faixas de financiamento, limites de contratação e perfis assistenciais compatíveis com a capacidade instalada de cada hospital.
Ao longo de 2025, a SES avançou na formalização dos contratos previstos pela política. Das 65 unidades aptas, 64 manifestaram interesse e formalizaram adesão. Segundo a superintendente de Atenção Hospitalar da SES, Angélica Congro, o movimento consolidou a transição para um modelo que alia previsibilidade financeira ao reconhecimento da produção assistencial registrada nos sistemas oficiais do SUS.
A secretária adjunta de Estado de Saúde, Crhistinne Maymone, destacou que o novo modelo também impulsionou investimentos na rede hospitalar, como ampliações estruturais, aquisição de equipamentos e implantação de novos blocos hospitalares, reforçando a capacidade de atendimento, a segurança e a resolutividade dos serviços.
“Ainda no final de 2025, a Pehosp já se consolida como uma das principais políticas estruturantes da Nova Arquitetura da Saúde, preparando a rede hospitalar para iniciar, em 2026, um ciclo de financiamento mais estável, organizado e conectado à realidade assistencial de cada região do Estado”, afirmou Crhistinne.
O secretário de Estado de Saúde, Maurício Simões, ressaltou que a construção da política foi decisiva para garantir transparência, organização e equilíbrio no financiamento hospitalar. De acordo com ele, a Pehosp foi desenvolvida pelas áreas técnicas da SES de forma participativa, com envolvimento de prefeituras, gestores municipais de saúde, dirigentes hospitalares e do Conselho Estadual de Saúde, passando por debates em diversas instâncias de pactuação.
“A nova política hospitalar foi amplamente discutida e construída de forma conjunta, unindo a base técnica da SES à realidade política e de gestão dos municípios. Esse processo assegurou que a política seja sólida, realista e capaz de fortalecer o SUS em todo o Mato Grosso do Sul”, finalizou Simões. Com informações: Agência de Notícias.
