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Hoje é Segunda-feira, 12 de Janeiro de 2026.
Apesar de ter dirigido três das cinco maiores bilheterias da história do cinema, James Cameron afirma que a franquia “Avatar” ainda precisa se provar. Mesmo com mais de US$ 5 bilhões arrecadados pelos dois primeiros filmes, o diretor de 71 anos diz que o sucesso financeiro até agora não garante o futuro da série.
Em entrevista ao g1, em Los Angeles, Cameron explicou que “Avatar: Fogo e cinzas” — terceira produção da saga — será decisivo para medir a viabilidade do projeto. “Até agora, batendo na madeira, tivemos sorte, mas dois filmes não traçam muita curva, certo? Precisamos de um terceiro ponto de dados para ver quão viável essa franquia é”, afirmou, comparando seu trabalho a franquias como Star Wars e Marvel, que também tiveram altos e baixos.
O diretor ressaltou que o orçamento do filme é elevado, estimado em cerca de US$ 400 milhões, com US$ 150 milhões adicionais em marketing, e que o retorno financeiro precisa ser quase o triplo para que o projeto seja considerado rentável. Questionado sobre o “número mágico” de bilheteria, Cameron brincou: “Não, não, não. Isso é algo que cabe a mim saber. Mas, se anunciarmos ‘Avatar 4’, você vai ficar sabendo.”
Fogo e cinzas continua a narrativa iniciada em “O caminho da água”, explorando os oceanos de Pandora e focando no antigo soldado humano Jake Sully (Sam Worthington), que agora vive como um Na’Vi. Ele precisa proteger os mares de sua nova casa da ambição dos colonizadores humanos, ao mesmo tempo em que enfrenta as tensões familiares decorrentes da morte do filho mais velho (Jamie Flatters).
Cameron revelou que os dois filmes nasceram originalmente como um único longa, mas a complexidade da história levou à divisão do material. “Percebemos que havia história demais, então dividi a história ao meio e movi elementos centrais para ‘Fogo e cinzas’”, disse.
O diretor também destacou que, apesar de sua fama por inovações tecnológicas, não possui liberdade criativa ilimitada. Sua principal ferramenta é a captura de performance, que permite transferir as atuações dos atores para os personagens Na’Vi. O processo, que durou 18 meses nos dois primeiros filmes, oferece controle quase absoluto sobre iluminação, câmera e efeitos visuais, mas ainda mantém limites financeiros e de cronograma.
Para Cameron, o foco do público está equivocado ao se concentrar no Povo das Cinzas, uma tribo hostil apresentada no filme. Ele acredita que a verdadeira força da trama reside nos arcos emocionais dos personagens, como o luto, a raiva e os desafios no relacionamento de Jake e Neytiri (Zoë Saldaña). Com informações: g1
