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Hoje é Terça-feira, 13 de Janeiro de 2026.
O acesso à internet na primeira infância mais que dobrou no Brasil em menos de uma década, passando de 11% em 2015 para 23% em 2024. O dado chama atenção para a crescente exposição de crianças muito pequenas às telas, incluindo 44% dos bebês de até 2 anos e 71% das crianças entre 3 e 5 anos.
As informações fazem parte do estudo Proteção à primeira infância entre telas e mídias digitais, divulgado pelo Núcleo Ciência Pela Infância (NCPI). A pesquisa reforça que a Sociedade Brasileira de Pediatria não recomenda o uso de telas para crianças menores de 2 anos e orienta que, entre 2 e 5 anos, o tempo seja limitado a até uma hora por dia, sempre com acompanhamento de um adulto.
O levantamento aponta ainda que as desigualdades sociais influenciam diretamente esses números. Cerca de 69% das crianças de famílias de baixa renda são expostas a tempo excessivo de tela, cenário em que dispositivos digitais acabam substituindo o convívio familiar e as brincadeiras, fundamentais para o desenvolvimento infantil.
Especialistas alertam para os impactos do uso excessivo de telas no cérebro das crianças. Estudos indicam associação com prejuízos à atenção, à linguagem, à regulação emocional e às habilidades sociais. Além disso, a exposição a conteúdos violentos pode aumentar comportamentos agressivos, ansiedade e dificuldades emocionais.
Diante desse contexto, o NCPI destaca a necessidade de políticas públicas que integrem saúde, educação e assistência social, além de campanhas de conscientização sobre o uso responsável das tecnologias. O estudo também reforça o papel de pais e cuidadores na mediação do uso de dispositivos digitais, priorizando o brincar, a interação presencial e o acompanhamento do conteúdo acessado. Com informações: Dourados News
