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Brasil fortalece cooperação internacional para proteger o Aquífero Guarani

Projeto apoiado pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional atualiza ações entre Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai e avança na criação de rede conjunta de monitoramento das águas subterrâneas.
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Iniciativas do projeto PPM-Guaraní fortalecem a gestão conjunta das águas subterrâneas do Aquífero Guarani (Foto: referência). Por: Editorial | 10/12/2025 07:53

A proteção do Sistema Aquífero Guarani, uma das maiores reservas de água doce do mundo, ganha reforço com o avanço das iniciativas brasileiras no projeto “Implementación del Programa de Acción Estratégica del Sistema Acuífero Guaraní: Posibilitando Acciones Regionales”, conhecido como PPM-Guaraní. O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional tem atuado para fortalecer a gestão conjunta do aquífero, compartilhado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai.

Com mais de 1 milhão de quilômetros quadrados, o aquífero demanda cooperação permanente entre os países devido ao aumento da demanda por água na região. Executado entre 2022 e 2025, o projeto busca garantir a sustentabilidade de longo prazo das águas subterrâneas por meio da implementação do Plano de Ações Estratégicas e da criação de mecanismos duradouros de colaboração.

O PPM-Guaraní é estruturado em três eixos: criação de mecanismos permanentes de cooperação internacional, implantação de uma rede piloto de monitoramento multipropósito e atualização participativa do Plano de Ações Estratégicas. No Brasil, o Comitê Diretor do Projeto conta com a participação do Ministério da Integração, do Ministério do Meio Ambiente e do Ministério das Relações Exteriores.

Financiado pelo Fundo para o Meio Ambiente Mundial e gerido pelo Banco de Desenvolvimento da América Latina e do Caribe, o projeto tem execução internacional da UNESCO e apoio técnico do Centro Regional para la Gestión de Águas Subterráneas. Segundo Nelton Friedrich, diretor do Ministério da Integração, as 25 ações propostas ampliam a cooperação entre os países e reforçam o monitoramento conjunto dos poços, fortalecendo os processos participativos e a proteção do aquífero.

A atualização do Plano de Ações Estratégicas, originalmente elaborado em 2009, é um dos principais resultados do projeto. A nova versão reforça a cooperação regional e transfronteiriça e organiza oito programas que reúnem 25 ações estratégicas, integrando diretrizes nacionais e contribuindo para a implementação do Acordo Guarani.

Outro avanço importante foi a fase piloto da Rede de Monitoramento de Poços, criada para fornecer dados confiáveis e padronizados sobre a quantidade e a qualidade das águas subterrâneas. A rede é composta por 7 poços na Argentina, 15 no Brasil, 8 no Paraguai e 6 no Uruguai. Essas informações subsidiarão análises integradas e apoiarão a gestão compartilhada.

Também foi desenvolvido um Sistema de Informação de Poços de Monitoramento, hospedado na plataforma Shinyapps. A ferramenta utiliza bibliotecas especializadas para tratar e analisar dados tabulares e geoespaciais, integra protocolos definidos pelo Comitê de Monitoramento e Modelagem e permite futura interoperabilidade com sistemas nacionais. O sistema oferece visualização por mapas, filtros, camadas geográficas, distâncias e acesso a cinco tabelas integradas, ampliando a disponibilidade de dados e facilitando a cooperação entre os quatro países. Com informações: Agência GOV 




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