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Motorista de aplicativo mata mulher trans com golpe de mata-leão e é liberado após alegar legítima defesa

Suspeito de 19 anos levou o corpo até a delegacia, confessou o crime e foi liberado; Ministério Público acompanha o caso.
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Delegacia de Luís Eduardo Magalhães, para onde o motorista levou a vítima após o crime (Foto: Reprodução/Redes Sociais). Por: Editorial | 08/12/2025 14:45

Uma mulher trans de 18 anos, identificada como Rhianna, foi morta na noite de sábado (6) em Luís Eduardo Magalhães, no Oeste da Bahia. O autor do crime, um motorista de aplicativo de 19 anos, afirmou ter imobilizado a jovem com um golpe de mata-leão após uma discussão durante um programa. O caso gerou forte repercussão nas redes sociais porque, mesmo após confessar o homicídio, o motorista foi liberado na delegacia.

Segundo informações divulgadas pela Polícia Civil, o motorista contou em depoimento que contratou Rhianna, moradora de Barreiras, para um programa, e que, no retorno, os dois discutiram. Ele afirmou que a jovem teria ameaçado expor o encontro e acusá-lo de estupro. O motorista relatou ainda que Rhianna teria feito um movimento em direção à bolsa, o que ele interpretou como risco de agressão, dizendo ter reagido em “legítima defesa”.

De acordo com a polícia, o suspeito aplicou um mata-leão até que Rhianna desmaiasse. Em seguida, a colocou desacordada no carro e a levou até a delegacia.

Samu confirma morte
Ao chegar ao local, o motorista pediu ajuda aos policiais, que acionaram o Samu. A equipe constatou que Rhianna já estava sem vida. Após se apresentar voluntariamente e relatar sua versão dos fatos, ele foi liberado.

Investigação segue; MP acompanha o caso
A Delegacia Territorial de Luís Eduardo Magalhães conduz a investigação. Já o Ministério Público da Bahia (MP-BA) informou, por nota, que está acompanhando o procedimento e solicitará informações complementares para definir as medidas cabíveis.

O caso reacendeu debates sobre transfobia, violência contra pessoas trans, além do uso indevido do argumento de legítima defesa em situações de violência letal. Com informações: Bacci Notícias




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