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Hoje é Quarta-feira, 07 de Janeiro de 2026.
Com um ambiente de capital de risco mais seletivo e pressão crescente por sustentabilidade, um número cada vez maior de empreendedores tem optado por iniciar startups sem recorrer a investimento externo. Dados do Observatório Sebrae Startups mostram que as empresas com maior potencial de crescimento e longevidade compartilham estratégias que tornam esse caminho possível.
Essas startups atuam majoritariamente no modelo B2B, têm o software como principal produto e adotam receita recorrente por assinatura, como no formato SaaS. A estrutura societária mais comum é composta por dois ou três sócios. Segundo Cristina Mieko, head de startups do Sebrae, a combinação entre modelo B2B, tecnologia e monetização recorrente permite validar o produto rapidamente, gerar receita desde o início e manter controle total da operação.
Entre mais de 18 mil startups mapeadas, 50,9% operam no modelo B2B, 37,6% têm o software como produto principal e 41,8% utilizam o modelo de assinatura como estratégia de monetização. Cristina destaca que empreendedores que iniciam com foco em receita e sustentabilidade constroem uma base mais sólida e preparada para o crescimento, tornando a captação uma escolha estratégica, e não uma necessidade urgente.
Começar sem investimento externo exige disciplina financeira, eficiência e desenvolvimento ágil. Metodologias como lean startup ajudam a reduzir desperdícios e acelerar o ajuste entre produto e mercado. O levantamento do Sebrae mostra ainda que mais de 80% das startups atuam com equipes de até três pessoas em seus estágios iniciais, reforçando a adoção de estruturas enxutas. Para apoiar essa jornada, o Sebrae Startups oferece mentorias, ferramentas e conexões voltadas à escalabilidade sustentável.
A análise também revela que cerca de 30% das startups mapeadas têm mais de cinco anos de existência, um dado significativo em um setor marcado pela alta taxa de mortalidade. Esse desempenho está relacionado à adoção de modelos de negócio robustos, alinhamento entre sócios, uso de tecnologia e foco em soluções para dores reais do mercado.
Com o aumento da exigência dos investidores por governança e métricas sólidas, ganhar tração com recursos próprios se torna uma vantagem competitiva. Para Cristina Mieko, no início da jornada, a venda é o melhor investimento: é ela que valida a proposta de valor, comprova a solução ao mercado e gera caixa para sustentar o crescimento. Com informações: Agência Sebrae
