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Hoje é Segunda-feira, 12 de Janeiro de 2026.
O Fantástico encontrou na Argentina o responsável por um programa televisivo de vendas de joias que é investigado por receptação. Em setembro, a reportagem mostrou que uma vítima reconheceu suas próprias peças sendo exibidas ao vivo. A partir disso, o inquérito avançou e revelou o funcionamento de uma quadrilha especializada em roubos de alto valor no interior de São Paulo. Com as novas provas, a Justiça decretou a prisão do apresentador, que fugiu do país.
Imagens exibidas neste domingo (7) mostram o investigado tomando café em Buenos Aires, hospedado em uma área turística próxima a um dos principais pontos da cidade. Para os investigadores, ele é peça-chave no esquema que recebia joias roubadas e as repassava para venda em seu programa de televisão.
O roubo mais recente da quadrilha ocorreu no fim de setembro. Os criminosos utilizaram uma mulher contratada para alugar um imóvel no prédio-alvo e repassar informações internas. Disfarçados com perucas, entraram no condomínio, fizeram moradores reféns e permaneceram por duas horas no local, fugindo com joias e dinheiro em malas. Outro roubo semelhante havia ocorrido em maio, também em Ribeirão Preto, utilizando o mesmo método. Juntos, os crimes superam R$ 10 milhões. A polícia descobriu ainda que outros 15 condomínios de alto padrão estavam mapeados pelo grupo.
Durante operação realizada na sexta-feira (5), 26 suspeitos foram presos e 15 se tornaram réus. Um dos detidos fez delação premiada e relatou detalhes dos dois assaltos, afirmando que o segundo crime foi planejado imediatamente após a primeira reportagem do Fantástico. Segundo o delator, integrantes do grupo chegaram a vibrar com a possibilidade de aparecerem na televisão, apesar do risco de prisão.
As investigações apontam que parte das joias roubadas era levada de Ribeirão Preto para o Triângulo Mineiro, onde um intermediário fazia a segunda etapa da receptação. Esse intermediário também foi preso e nega envolvimento, por meio de sua defesa. De lá, as peças seguiam para Curitiba, onde eram vendidas no programa televisivo comandado pelo foragido. O delator afirmou ainda que os criminosos se irritaram ao ver as joias sendo exibidas, já que o acordo era de que fossem derretidas para evitar rastreamento.
O apresentador chegou a Buenos Aires no final do mês passado e deveria ter retornado ao Brasil dias depois, o que não ocorreu. Ele agora é considerado foragido da Justiça brasileira. Após localizá-lo, a equipe do Fantástico comunicou a Polícia Civil, que repassou as informações à Interpol, já que forças estaduais não podem atuar em território estrangeiro. A defesa do investigado afirmou apenas estar apresentando manifestações nos autos. Com informações: g1
