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Netflix fecha acordo para comprar Warner e HBO por US$ 72 bilhões

Aquisição dá à gigante do streaming o controle de franquias como Game of Thrones, DC Comics e Harry Potter.
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Logo da Netflix em Los Angeles, ilustrando o anúncio da compra da Warner Bros Discovery (Foto: REUTERS/Mike Blake). Por: Editorial | 05/12/2025 13:29

A Netflix apresentou nesta sexta-feira uma oferta de US$ 72 bilhões para adquirir os estúdios e a divisão de streaming da Warner Bros Discovery, afirmando que a proposta está alinhada com as prioridades das autoridades de concorrência dos Estados Unidos. Segundo executivos da empresa, a transação ampliará o retorno aos mais de 300 milhões de assinantes ao adicionar uma quantidade significativa de conteúdo à plataforma.

A defesa do acordo, porém, já enfrenta resistência de parlamentares republicanos no Congresso norte-americano. Críticos afirmam que a absorção dos direitos da HBO Max e da Warner Bros pela Netflix pode reduzir as opções dos consumidores e conferir à empresa uma participação excessiva no mercado de streaming.

O senador Mike Lee, republicano de Utah e líder do comitê antitruste do Senado, declarou que a aquisição “deveria alarmar as autoridades antitruste de todo o mundo”. Em publicação na rede social X, Lee afirmou que ampliar o domínio da Netflix colocaria fim à chamada Era de Ouro do streaming para criadores e consumidores. No mês anterior, o senador Roger Marshall e o deputado Darrell Issa também solicitaram que o acordo fosse examinado, alegando que a falta de concorrência poderia desestimular a produção de filmes destinados aos cinemas.

O tamanho da operação e a soma dos 128 milhões de assinantes da HBO Max aos mais de 300 milhões da Netflix devem levar o Departamento de Justiça dos EUA a uma análise antitruste rigorosa. A empresa, por outro lado, argumenta que mudanças no consumo de mídia favorecem a diversidade de plataformas e cita o YouTube, da Alphabet, como o meio mais popular de consumo televisivo no país.

Mesmo com a oferta mais alta pelo conjunto de estúdios e ativos de streaming, a Netflix entrou na disputa como o lado politicamente menos favorecido, em comparação com a Paramount Skydance, liderada por David Ellison, que mantém relações estreitas com o governo Trump. Após o anúncio, o presidente-executivo da Netflix, Ted Sarandos, afirmou estar confiante no processo regulatório e classificou o acordo como pró-consumidor, pró-inovação e pró-crescimento.

A unidade antitruste do Departamento de Justiça é comandada por Gail Slater, ex-executiva da Fox e da Roku, que tem defendido uma aplicação mais ampla da legislação antitruste com foco na proteção de consumidores, trabalhadores e inovação. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, possui histórico de interferência em grandes fusões do setor, tendo atuado contra a compra da Time-Warner pela AT&T, operação que acabou aprovada judicialmente em 2018 e 2019.

Paralelamente, a Netflix anunciou o acordo formal de aquisição dos estúdios de TV e cinema e da divisão de streaming da Warner Bros Discovery, uma negociação de US$ 72 bilhões que reforça seu domínio no entretenimento global. A oferta superou a proposta da Paramount Skydance, que pretendia adquirir toda a empresa, incluindo seus ativos de TV a cabo. As ações da Warner Bros Discovery encerraram o pregão anterior a US$ 24,5, avaliando a companhia em cerca de US$ 61 bilhões.

Com a compra, a Netflix também assume o controle da HBO Max e de franquias como Game of Thrones, DC Comics e Harry Potter. A estratégia pretende consolidar direitos de longo prazo e fortalecer a expansão da empresa em áreas como jogos digitais. A operação deverá passar por avaliações rigorosas nos mercados americano e europeu, já que coloca o maior serviço de streaming do mundo à frente de um concorrente direto.

A Paramount criticou o processo de venda, alegando favorecimento à Netflix. Para reduzir resistências, a empresa afirmou que uma fusão de catálogo com a HBO Max pode resultar em preços mais baixos ao consumidor. Também prometeu manter os lançamentos cinematográficos da Warner, buscando amenizar receios sobre efeitos no circuito de salas de cinema.

A divisão Global Networks da Warner, que reúne CNN, TNT Sports nos Estados Unidos e Discovery, será separada em uma empresa independente. O desmembramento, anunciado em junho, deve ser concluído no terceiro trimestre de 2026, antes do fechamento definitivo da operação. Com informações: IstoÉDinheiro




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