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Governo distribui filtros que eliminam agentes causadores de doenças em aldeias indígenas

Mais de 33 mil indígenas de 23 Distritos Sanitários Especiais Indígenas serão beneficiados com filtros de nanotecnologia que garantem água potável mesmo em períodos de seca.
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Distribuição de filtros com nanotecnologia garante água potável a comunidades indígenas em regiões de seca e escassez (Foto: Ministério da Saúde). Por: Editorial | 04/12/2025 13:53

O Ministério da Saúde, em parceria com a ONG Água é Vida e o Instituto Alok, iniciou a distribuição de mais de 8.300 filtros com nanotecnologia para famílias indígenas de regiões com escassez de água potável na Amazônia Legal e no Centro-Oeste. A iniciativa deve melhorar o acesso à água de qualidade para mais de 33 mil indígenas de 23 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI), especialmente durante períodos de seca severa. Os filtros são capazes de eliminar agentes que causam doenças de veiculação hídrica.

O secretário de Saúde Indígena, Weibe Tapeba, destacou que a ação reforça o compromisso do Governo Federal com a segurança hídrica e a proteção à saúde das populações indígenas. Segundo ele, o uso de tecnologias apropriadas e o monitoramento qualificado são essenciais para orientar ações rápidas e integradas, alinhadas às necessidades reais dos territórios.

O dispositivo distribuído pode ser acoplado a baldes ou garrafas PET, filtrando 800 ml por minuto e de 60 a 100 litros por dia. A membrana com porosidade de 0,1 micrômetro é capaz de remover microrganismos responsáveis por diarreia, disenteria, giardíase, infecções intestinais e vírus como rotavírus e norovírus. Cada família também recebe treinamento para instalação e manutenção dos filtros.

O desempenho dos equipamentos será monitorado por meio de um aplicativo que utiliza QR code para registrar dados georreferenciados sobre qualidade da água e impactos na saúde das comunidades atendidas. As primeiras entregas ocorreram na Aldeia Muritinga, da etnia Mura, no DSEI Manaus. Wallace Mura, conselheiro do Condise, afirmou que a iniciativa chega em um momento crítico após surtos recentes de diarreia e vômito entre crianças e idosos.

Segundo Bruno Cantarella, diretor de Projetos e Determinantes Ambientais da Saúde Indígena, os filtros permitem que as famílias captem água de igarapés, rios e lagoas com mais segurança, reduzindo o risco de contaminação durante a seca. Em contextos de restrição hídrica, os dispositivos garantem a qualidade da água consumida nos territórios. Com informações: Agência GOV




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