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Hoje é Quarta-feira, 14 de Janeiro de 2026.
Durante a 6ª Reunião Plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), o Conselhão, realizada nesta quinta-feira (4/12) no Palácio Itamaraty, em Brasília, a presidente do Conselho de Administração do Magazine Luiza, Luiza Helena Trajano, fez um apelo às empresas para que assumam papel ativo no combate à violência contra a mulher. Ao abordar o tema na abertura do encontro, a empresária afirmou que a sociedade não pode mais tolerar os índices de violência e destacou a necessidade de participação do setor privado.
Luiza citou a morte de uma gerente da empresa, ocorrida há dez anos, como ponto de virada para a criação de políticas internas de proteção. Segundo ela, o caso mobilizou colaboradores de diferentes áreas e levou à implementação de canais de apoio e acompanhamento, incluindo linha telefônica dedicada e aplicativo. Desde então, afirmou a empresária, nenhuma mulher empregada pela companhia perdeu a vida em decorrência de violência doméstica.
Ela defendeu que outras empresas adotem procedimentos semelhantes e afirmou que a postura corporativa pode gerar impacto direto na prevenção. Para a empresária, quando uma organização intervém e estabelece mecanismos claros de proteção, o ambiente interno se fortalece e possíveis agressores são desencorajados. Luiza afirmou que o grupo empresarial possui cinco passos definidos para que outras companhias implementem estratégias semelhantes.
Após a fala, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se manifestou pelas redes sociais, agradecendo a empresária pela posição firme e reforçando que todos devem intervir para proteger mulheres em situação de risco. Lula declarou que o enfrentamento da violência exige acolhimento, denúncia e mobilização coletiva.
Segundo dados apresentados pela ministra das Mulheres, Márcia Lopes, em entrevista à Voz do Brasil, o país registra cerca de 2 mil denúncias diárias no Ligue 180. Em 2023, foram contabilizados 1.492 casos de feminicídio e mais de 3,8 mil tentativas. Em 2025, o número já chega a 1.177 ocorrências. Com informações: Agência GOV
