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Hoje é Segunda-feira, 12 de Janeiro de 2026.
A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, afirmou que a violência contra a mulher não pode ser tratada como algo comum e exige mobilização ampla em todas as esferas da sociedade. Em entrevista à Voz do Brasil nesta quarta-feira (3), ela destacou que o país registrou 1.177 casos de feminicídio em 2025 e que o Ligue 180 recebe quase 2 mil denúncias diárias de agressões de diferentes tipos, desde violência física e sexual até violência política e patrimonial.
A ministra classificou os números como estarrecedores e reforçou que a cultura de naturalização da violência continua presente no cotidiano. Segundo ela, a violência é historicamente reproduzida pelo machismo e pela misoginia, fatores que precisam ser enfrentados com diálogo e políticas públicas permanentes.
Márcia Lopes afirmou ter visitado 18 estados nos últimos seis meses, conversando com governadores, prefeitos e prefeitas para ampliar a articulação local. Ela defende que o tema seja pauta diária nos municípios, envolvendo escolas, unidades de saúde, Creas, Câmaras de Vereadores, entidades e igrejas. Para a ministra, enfrentar o problema exige compreensão da sociedade sobre a gravidade do fenômeno e responsabilidade coletiva para interromper o ciclo de violência.
Ela também mencionou o compromisso assumido pelo presidente Lula durante cerimônia no Ceará, onde ele afirmou que pretende liderar um movimento nacional de homens contra a violência de gênero.
A ministra destacou ainda o fortalecimento de políticas públicas como a Lei Maria da Penha, o trabalho da Patrulha Maria da Penha e a ampliação da rede de atendimento, incluindo Casas da Mulher Brasileira e Centros de Referência. Segundo ela, a integração entre ministérios tem sido essencial para criar ações que impactem diretamente a vida das mulheres, desde programas habitacionais até iniciativas culturais e educacionais.
Outra frente de atuação é o investimento no Ligue 180, que voltou a ser exclusivo para atendimento às mulheres. O governo destinou R$ 85 milhões para ampliar a estrutura, capacitar equipes e garantir sigilo e agilidade no encaminhamento das denúncias para delegacias e Ministérios Públicos.
A ministra afirmou que o governo retomou a Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres após dez anos e agora trabalha na elaboração do novo Plano Nacional, que integrará propostas das diversas áreas para aprimorar o enfrentamento à violência e promover autonomia e proteção às mulheres em todo o país. Com informações Agência GOV
