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Uso irregular de emagrecedores provoca falta de seringas de insulina em farmácias de Campo Grande

Demanda impulsionada por contrabando e automedicação preocupa redes e acende alerta do CRF-MS sobre riscos a pacientes diabéticos.
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Seringas de insulina têm sumido das prateleiras devido ao aumento da procura por usuários de medicamentos emagrecedores contrabandeados. (Foto: referência ao material original) Por: Editorial | 02/12/2025 15:07

O aumento do uso de medicamentos para emagrecimento, especialmente a tirzepatida trazida do Paraguai, tem provocado falta de seringas de insulina em diferentes farmácias de Campo Grande. Como muitos desses produtos chegam em frascos e dependem de aplicação manual, consumidores têm recorrido às seringas comuns, que são baratas e não exigem receita. Essa procura inesperada gerou desabastecimento e pressão sobre os estoques.

Gerentes de redes farmacêuticas relatam que a procura cresceu de forma abrupta nos últimos meses. Em algumas unidades, itens que deveriam durar semanas acabaram em poucos dias, levando estabelecimentos a considerarem limitar a quantidade vendida por cliente. A prática de compra sem prescrição tem contribuído para o consumo acima do habitual, segundo os profissionais.

Representantes do setor explicam que, antes desse aumento, os estoques seguravam uma demanda estável, já que muitos pacientes diabéticos recebem agulhas e seringas pelo SUS e complementavam apenas o necessário. O volume atual, entretanto, superou qualquer previsão e obrigou farmácias a dobrar ou até triplicar o abastecimento.

A diretora do Conselho Regional de Farmácia de Mato Grosso do Sul, Daniely Proença, afirma que não há registro formal sobre falta generalizada, mas reconhece que o cenário exige atenção. Ela destaca que a ausência desses insumos pode representar risco real para pessoas que dependem da insulina para controle glicêmico. Segundo ela, reutilizar seringas ou agulhas é perigoso, aumenta o risco de infecções e compromete a eficácia do tratamento.

Embora o pico de procura tenha ocorrido entre outubro e novembro, algumas redes afirmam que os estoques ainda estão sendo ajustados para evitar novos períodos de desabastecimento. Farmacêuticos reforçam que o uso de medicamentos injetáveis deve ser orientado por profissionais de saúde, especialmente diante da popularização de substâncias para emagrecimento sem supervisão médica. Com informações: Campo Grande News




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