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Hoje é Segunda-feira, 12 de Janeiro de 2026.
O aumento do uso de medicamentos para emagrecimento, especialmente a tirzepatida trazida do Paraguai, tem provocado falta de seringas de insulina em diferentes farmácias de Campo Grande. Como muitos desses produtos chegam em frascos e dependem de aplicação manual, consumidores têm recorrido às seringas comuns, que são baratas e não exigem receita. Essa procura inesperada gerou desabastecimento e pressão sobre os estoques.
Gerentes de redes farmacêuticas relatam que a procura cresceu de forma abrupta nos últimos meses. Em algumas unidades, itens que deveriam durar semanas acabaram em poucos dias, levando estabelecimentos a considerarem limitar a quantidade vendida por cliente. A prática de compra sem prescrição tem contribuído para o consumo acima do habitual, segundo os profissionais.
Representantes do setor explicam que, antes desse aumento, os estoques seguravam uma demanda estável, já que muitos pacientes diabéticos recebem agulhas e seringas pelo SUS e complementavam apenas o necessário. O volume atual, entretanto, superou qualquer previsão e obrigou farmácias a dobrar ou até triplicar o abastecimento.
A diretora do Conselho Regional de Farmácia de Mato Grosso do Sul, Daniely Proença, afirma que não há registro formal sobre falta generalizada, mas reconhece que o cenário exige atenção. Ela destaca que a ausência desses insumos pode representar risco real para pessoas que dependem da insulina para controle glicêmico. Segundo ela, reutilizar seringas ou agulhas é perigoso, aumenta o risco de infecções e compromete a eficácia do tratamento.
Embora o pico de procura tenha ocorrido entre outubro e novembro, algumas redes afirmam que os estoques ainda estão sendo ajustados para evitar novos períodos de desabastecimento. Farmacêuticos reforçam que o uso de medicamentos injetáveis deve ser orientado por profissionais de saúde, especialmente diante da popularização de substâncias para emagrecimento sem supervisão médica. Com informações: Campo Grande News
