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Depois do 8 de Janeiro, o novo mapa do risco eleitoral no Brasil

Relatório da Abin identifica extremismo político, desinformação, uso de inteligência artificial e influência das big techs como principais ameaças à soberania e ao processo democrático.
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Relatório da Abin destaca novos vetores de risco ao processo eleitoral brasileiro após 8 de janeiro (Foto: Reprodução) Por: Editorial | 02/12/2025 14:11

Um relatório recentemente divulgado pela Agência Brasileira de Inteligência redesenha o panorama de ameaças ao ambiente eleitoral brasileiro após os ataques de 8 de janeiro. O documento aponta que o país enfrenta um cenário mais complexo, marcado por novos vetores de risco e pela sofisticação de estratégias que visam fragilizar as instituições democráticas.

Entre os elementos centrais identificados pela Abin está o avanço do extremismo político, que segue mobilizando grupos dispostos a contestar resultados eleitorais e estimular instabilidade institucional. De acordo com o relatório, esse movimento se articula tanto em redes sociais quanto em ambientes físicos, mantendo redes de apoio, financiamento e comunicação que se adaptam a cada novo ciclo político.

Outro ponto de destaque é a desinformação, tratada como um dos mecanismos mais eficazes para manipular percepções, deslegitimar autoridades e incentivar comportamentos antidemocráticos. A agência ressalta que a circulação de notícias falsas se tornou mais rápida e mais difícil de rastrear, criando terreno fértil para atos de radicalização semelhantes aos ocorridos em 8 de janeiro.

O estudo também chama atenção para o uso crescente de ferramentas de inteligência artificial na produção de conteúdos enganosos, como deepfakes e textos automatizados, capazes de influenciar eleitores com precisão cada vez maior. Esse cenário, segundo a Abin, exige que o Estado desenvolva mecanismos de monitoramento e resposta mais modernos.

Além disso, o relatório discute o papel das grandes plataformas digitais, cuja capacidade de definir fluxos de informação e moldar debates públicos é vista como fator de risco à soberania informacional do país. A Abin aponta que a ausência de transparência e a autonomia das big techs na moderação de conteúdos dificultam ações de proteção eleitoral.

Ao reunir todos esses elementos, o novo mapa de risco apresentado pela agência demonstra que o Brasil entra em um ciclo eleitoral no qual as ameaças são híbridas, articuladas e interdependentes, exigindo políticas de Estado robustas e cooperação entre instituições para preservar a integridade da democracia. Com informações: Carta Capital




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