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Hoje é Quarta-feira, 14 de Janeiro de 2026.
Há pelo menos cinco anos, uma mãe de 33 anos tenta conseguir um diagnóstico preciso para entender o que afeta a filha de 10 anos. Moradoras de Campo Grande, elas convivem diariamente com crises graves, comportamento agressivo e descontrole emocional da criança, mas não conseguem acesso a atendimento especializado pelo SUS.
Segundo a mãe, a menina se descontrola com frequência, agride, bate em si mesma, tenta fugir de casa e já chegou a dizer que quer morrer. Em momentos críticos, a mãe precisou trancar janelas e portas com cabos de vassoura para impedir que a filha saísse. Ela relata que permanece trancada com a criança no quarto para tentar contê-la. As crises pioraram nos últimos meses e a menina já não consegue frequentar a escola.
A família buscou atendimento na unidade de saúde do Botafogo, onde foram realizados exames, como eletroencefalograma, que não apontaram alterações. Mesmo com medicação controlada, o quadro não apresentou melhora ao longo dos anos.
A mãe procurou ainda o CAPS, mas não obteve avanço no tratamento. Em outra instituição, houve sinalização de que a criança poderia ser atendida, porém o sistema da Secretaria Municipal de Saúde classificou o caso como verde, sem prioridade, o que impediu o acesso ao serviço.
Sem rede de apoio, impossibilitada de trabalhar e com outra filha pequena para cuidar, a mãe relata viver em constante alerta, temendo que novas crises aconteçam. Diante da espera e da falta de respostas do sistema público, buscou ajuda na Defensoria Pública para tentar garantir atendimento psicológico, psiquiátrico e institucional adequado.
A reportagem entrou em contato com a Sesau sobre a fila de espera para consultas infantis em psicologia e psiquiatria e aguarda retorno. Com informações: Top Mídia News
