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Sem acesso a atendimento especializado, mãe enfrenta crises da filha de 10 anos em Campo Grande

Há cinco anos aguardando atendimento psicológico e psiquiátrico pelo SUS, família convive com crises graves e comportamento agressivo da criança.
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Mãe registra uma das crises da filha de 10 anos, que segue sem atendimento especializado pelo SUS (Foto: Reprodução/Repórter Top). Por: Editorial | 19/11/2025 09:15

Há pelo menos cinco anos, uma mãe de 33 anos tenta conseguir um diagnóstico preciso para entender o que afeta a filha de 10 anos. Moradoras de Campo Grande, elas convivem diariamente com crises graves, comportamento agressivo e descontrole emocional da criança, mas não conseguem acesso a atendimento especializado pelo SUS.

Segundo a mãe, a menina se descontrola com frequência, agride, bate em si mesma, tenta fugir de casa e já chegou a dizer que quer morrer. Em momentos críticos, a mãe precisou trancar janelas e portas com cabos de vassoura para impedir que a filha saísse. Ela relata que permanece trancada com a criança no quarto para tentar contê-la. As crises pioraram nos últimos meses e a menina já não consegue frequentar a escola.

A família buscou atendimento na unidade de saúde do Botafogo, onde foram realizados exames, como eletroencefalograma, que não apontaram alterações. Mesmo com medicação controlada, o quadro não apresentou melhora ao longo dos anos.

A mãe procurou ainda o CAPS, mas não obteve avanço no tratamento. Em outra instituição, houve sinalização de que a criança poderia ser atendida, porém o sistema da Secretaria Municipal de Saúde classificou o caso como verde, sem prioridade, o que impediu o acesso ao serviço.

Sem rede de apoio, impossibilitada de trabalhar e com outra filha pequena para cuidar, a mãe relata viver em constante alerta, temendo que novas crises aconteçam. Diante da espera e da falta de respostas do sistema público, buscou ajuda na Defensoria Pública para tentar garantir atendimento psicológico, psiquiátrico e institucional adequado.

A reportagem entrou em contato com a Sesau sobre a fila de espera para consultas infantis em psicologia e psiquiatria e aguarda retorno. Com informações: Top Mídia News




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