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Hoje é Quarta-feira, 14 de Janeiro de 2026.
Um dos painéis mais disputados da Green Zone da COP30 nesta segunda-feira (17) abordou o tema “Crescimento sustentável para pequenos negócios”, destacando as oportunidades e desafios da transição climática para os 22 milhões de micro e pequenas empresas brasileiras, responsáveis por quase 27% do PIB nacional. A mediação foi conduzida por representante do gabinete da Diretoria de Administração e Finanças do Sebrae, que provocou o público ao questionar como os pequenos negócios podem assumir papel de protagonistas na agenda de sustentabilidade e inovação.
A dimensão de gênero na transição climática foi um dos pontos centrais do debate. Representante do Instituto Alziras destacou que, apesar do grande número de mulheres à frente de negócios inovadores, ainda existem barreiras estruturais que dificultam o acesso a oportunidades. Segundo ela, mulheres são mais impactadas pela crise climática e permanecem sub-representadas nos espaços de decisão, tornando fundamental que a transição seja justa para as empreendedoras.
(Foto: Wesley Santos)
Na sequência, o presidente da ABNT apresentou avanços nas normas técnicas aplicáveis aos pequenos negócios e relembrou o lançamento do Selo ESG Sebrae, criado a partir de 42 critérios que orientam a elaboração de relatórios de sustentabilidade. Para ele, a certificação amplia a competitividade e facilita o acesso a mercados mais exigentes.
A governança como base da agenda ESG foi destacada pela CEO de uma consultoria especializada, que reforçou que a sustentabilidade não é restrita a grandes organizações. Segundo ela, o conceito é aplicável também a pequenos empreendimentos, desde que haja organização e clareza sobre os impactos gerados. A especialista também ressaltou o papel da tecnologia como ferramenta essencial para medir pegada de carbono, estruturar gestão ambiental e facilitar o acesso a financiamentos voltados a práticas verdes.
Outro destaque do evento foi a apresentação da plataforma ESG, conduzida pela representante de uma empresa de tecnologia. A solução utiliza dados e inteligência artificial para orientar pequenos negócios em sua jornada de sustentabilidade, oferecendo diagnósticos, diretrizes e integração com normas técnicas para apoiar certificações nos níveis Bronze, Prata, Ouro e Diamante.
Ao fim do painel, a embaixadora do Programa Sebrae Delas destacou a importância do empreendedorismo feminino na agenda climática. Ela reforçou que mulheres de diferentes regiões do país estão criando negócios sustentáveis e gerando renda a partir da biodiversidade local. Também ressaltou desafios enfrentados por mães solo e a necessidade de políticas públicas e redes de apoio contínuas.
Ainda na segunda-feira (17), o estande do Sebrae recebeu o Painel 31, “Os Pequenos Negócios nas NDCs”, que reuniu representantes de instituições internacionais para discutir o papel dos pequenos negócios nas metas climáticas brasileiras, principalmente em ações de descarbonização e setores estratégicos da economia. A programação do dia ainda incluiu debates sobre Moda da Amazônia e o impacto de políticas públicas para pequenos negócios.
O Sebrae mantém um estande de 400 m² na Green Zone da COP30, estruturado como espaço imersivo inspirado na Amazônia e na diversidade brasileira. Com auditório, sala de reuniões e loja colaborativa, o local funciona como ponto de encontro entre lideranças, empreendedores e investidores. Paralelamente, a instituição opera a Zona do Empreendedorismo (En-Zone) no Parque Belém Porto Futuro e outras ativações pela capital paraense. A cobertura completa do evento está disponível na Agência Sebrae de Notícias. Com informações: Agência Sebrae
