O México assumiu, em agosto, a segunda posição entre os maiores importadores de carne bovina brasileira, superando os Estados Unidos. A mudança no ranking coincide com a imposição de tarifas adicionais pelo governo do presidente Donald Trump, que passou a cobrar 50% sobre a carne brasileira fora da cota isenta, impactando os embarques norte-americanos.
De 1º a 25 de agosto, o Brasil exportou 10,2 mil toneladas de carne bovina ao México, movimentando US$ 58,8 milhões, enquanto os embarques para os EUA caíram para 7,8 mil toneladas, ou US$ 43,6 milhões, segundo dados da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec). Nesse mesmo período, Rússia e Chile exportaram volumes semelhantes aos norte-americanos, cada um com 7,9 mil toneladas.
O crescimento das exportações mexicanas reflete uma tendência iniciada nos primeiros sete meses do ano. De janeiro a julho, o Brasil vendeu ao México 67,6 mil toneladas de carne bovina, quase o triplo do volume registrado em 2024. Apesar do aumento, a Abiec enfatiza que os EUA continuam sendo um mercado estratégico e insubstituível.
Entre as prioridades da associação no México estão a negociação de um tratado de livre comércio que garanta maior competitividade às exportações brasileiras e a ampliação do número de frigoríficos habilitados a exportar, fortalecendo a segurança alimentar mexicana. Em 2025, a carne bovina representou 20% de todas as exportações brasileiras de agronegócio para o país. Com informações: Notícias Agrícolas.