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Indústria têxtil brasileira pode perder até 20 mil empregos com tarifaço dos EUA

Setor busca ampliar vendas no mercado interno e em países como Canadá e Portugal para compensar barreiras comerciais impostas pelo governo americano.
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Indústrias têxteis brasileiras intensificam estratégias para redirecionar exportações e fortalecer o mercado interno — Foto: Márcia Foletto/Agência O Globo. Por: Editorial | 20/08/2025 14:46

A indústria têxtil brasileira enfrenta risco de perder até 20 mil empregos diretos e indiretos em função do aumento de tarifas de 50% imposto pelos Estados Unidos sobre produtos do setor. A estimativa é da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), que alerta para a necessidade de redirecionar exportações ou expandir a atuação no mercado interno.

Entre julho de 2014 e junho deste ano, o setor havia gerado 7,7 mil novas vagas, mas a imposição americana ameaça esse crescimento. Os Estados Unidos são o quarto maior destino das exportações brasileiras de têxteis, que somaram US$ 68 milhões em 2024, divididos entre produtos têxteis (US$ 46 milhões) e vestuário (US$ 22 milhões).

“O mercado americano é o maior do mundo e muito seguro depois que você se estabelece. Vamos continuar negociando, e espero que a razão chegue, porque não há justificativa para essas medidas”, declarou Fernando Valente Pimentel, presidente emérito e superintendente da Abit, durante coletiva nesta terça-feira.

O setor brasileiro exporta principalmente meias, moda praia e moda feminina, enquanto o consumo em larga escala nos EUA é dominado por China e Vietnã. Além disso, o país é superavitário na balança comercial têxtil, registrando saldo negativo de US$ 74 milhões para o Brasil no ano passado. Com as novas tarifas, a Abit estima que o déficit possa crescer mais US$ 38 milhões.

Em resposta, as indústrias têm buscado ampliar a presença no mercado interno e reforçar relações com mercados já consolidados, como Canadá e Portugal. No primeiro semestre de 2025, a produção têxtil cresceu 11,4% em relação ao mesmo período do ano passado, enquanto o vestuário subiu 1,8% e o varejo de roupas avançou 5,5%.

Pimentel também anunciou parceria com a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) para agregar valor à produção nacional de algodão e fortalecer o Brasil como plataforma produtora em acordos internacionais, incluindo o Mercosul-União Europeia. Com informações: O Globo.




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