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Soja brasileira ganha espaço na China e pressiona produtores dos EUA

Tarifas impostas por Pequim tiram competitividade da soja americana, fortalecem o Brasil no comércio global e geram crise no setor agrícola dos Estados Unidos.
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Soja brasileira conquista contratos com a China e amplia liderança no mercado internacional. Foto: Divulgação. Por: Editorial | 20/08/2025 14:26

A soja brasileira conquistou espaço no mercado chinês às custas da soja americana, acendendo um alerta entre os produtores dos Estados Unidos. A tarifa de 20% imposta por Pequim ao grão dos EUA tornou a soja brasileira mais competitiva, resultando em contratos fechados com o Brasil para os próximos meses. Em carta ao ex-presidente Donald Trump, a American Soybean Association (ASA) alertou para a crise financeira e comercial enfrentada pelos agricultores norte-americanos, enquanto o Brasil consolida sua posição como principal fornecedor mundial.

Historicamente, os Estados Unidos abasteciam a China no segundo semestre, após a colheita brasileira. No entanto, a guerra comercial iniciada durante o governo Trump alterou essa dinâmica. A retaliação chinesa às tarifas unilaterais americanas transformou um mercado estratégico em uma vulnerabilidade, e o Brasil aproveitou a oportunidade, apoiado por safras recordes, para atender à demanda chinesa por períodos mais longos.

Segundo Caleb Ragland, presidente da ASA, “quanto mais avançarmos sem um acerto sobre soja, piores serão os impactos”. Além da perda de mercado, os agricultores norte-americanos enfrentam custos de produção elevados, preços em queda e margens de lucro cada vez mais apertadas. A entidade alerta que uma disputa prolongada com seu maior cliente compromete a sobrevivência do setor.

Enquanto os EUA tentam estimular compras adicionais da China, a ASA lembra que os contratos já foram fechados com o Brasil, e o cenário para os próximos meses aponta para dificuldade de escoamento e queda nos preços. A ascensão do Brasil não é recente, mas se consolidou nos últimos anos: a safra 2024/25 deve atingir 101 milhões de toneladas, das quais mais de 70% terão como destino a China.

No contexto político, a situação também pesa sobre Donald Trump, que busca retorno à Casa Branca nas eleições de novembro. Estados rurais como Iowa, Illinois e Indiana — grandes produtores de soja — são cruciais para a campanha republicana, e o desgaste com o setor agrícola pode se tornar fator de pressão eleitoral.

A disputa internacional evidencia não apenas a mudança de posições na balança comercial, mas também o fortalecimento do Brasil como fornecedor global, enquanto os EUA enfrentam desafios estruturais no setor agrícola, que agora precisa lidar com preços baixos, custos altos e mercados reorganizados globalmente. Com informações: Semana On.




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