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Hoje é Quinta-feira, 01 de Janeiro de 2026.
Uma mulher de 37 anos procurou a Delegacia de Polícia Civil de Nova Andradina para denunciar uma série de abusos sofridos no ambiente de trabalho durante o mês de maio. Funcionária de um supermercado da cidade, onde atua como açougueira há cerca de seis meses, ela acusa seu superior direto, o encarregado do setor, de assédio moral, assédio sexual e discriminação por sua orientação sexual.
Segundo informações do Jornal da Nova, a trabalhadora, que é homossexual assumida, afirma ser alvo frequente de comentários ofensivos por parte do acusado. Entre as declarações relatadas estão frases como: “eu vou ficar com você, vou fazer você virar mulher, vou fazer você virar sua versão original”. De acordo com a vítima, as agressões verbais são quase diárias.
A situação teria se agravado recentemente, quando, após reagir às ofensas, ela foi agarrada pelo braço e empurrada para dentro de uma sala pelo encarregado. Ainda segundo o boletim de ocorrência, o homem teria ameaçado: “se não estiver satisfeita, peça as contas e vá embora”.
A açougueira afirma que comunicou os superiores da empresa sobre os episódios, mas nenhuma providência foi tomada. Ela também mencionou à polícia que há câmeras de segurança que podem comprovar parte do que foi relatado e que outros funcionários presenciaram ou passaram por situações semelhantes.
Mesmo afirmando não suportar mais o ambiente hostil, a mulher permanece no trabalho por necessidade financeira. Ela declarou à polícia a intenção de representar criminalmente contra o acusado.
O caso está sob investigação da Polícia Civil de Nova Andradina. As acusações envolvem crimes previstos na legislação brasileira, como assédio moral, assédio sexual e discriminação por orientação sexual. Com informações: DouradosNews.
