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Hoje é Quinta-feira, 01 de Janeiro de 2026.
A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga se a ausência de um desfibrilador contribuiu para a morte de Dayane de Jesus, de 22 anos, que sofreu um mal súbito enquanto treinava em uma academia no bairro de Copacabana, na Zona Sul, na noite desta terça-feira (20). O equipamento é obrigatório por lei desde 2022, mas não estava disponível no local, que foi interditado pelas autoridades.
Testemunhas relataram que um médico, também aluno da academia, tentou socorrer a jovem e pediu o desfibrilador, mas foi informado de que o aparelho não existia no estabelecimento. No dia seguinte, investigadores confirmaram a ausência do equipamento no espaço.
A Delegacia de Copacabana está colhendo depoimentos de alunos, funcionários e dos donos da academia para apurar se houve negligência. Segundo o delegado Ângelo Lages, responsável pelo inquérito, o objetivo é entender se a presença do desfibrilador poderia ter evitado a morte da jovem.
“A lei exige a presença do equipamento exatamente para isso, para evitar a morte de pessoas em caso de problemas cardíacos. Se ficar constatado que a ausência do equipamento contribuiu para a morte dela, entendemos que os donos da academia tiveram um comportamento negligente”, afirmou o delegado em entrevista à CBN Rio. Ele também ressaltou que os proprietários podem ser indiciados por homicídio culposo, caso a negligência seja comprovada.
Além disso, a investigação apura se a academia seguia os protocolos de saúde exigidos, como a utilização do questionário PAR-Q no momento da matrícula e a exigência de laudo médico em caso de respostas afirmativas. A polícia também quer saber se Dayane declarou algum problema cardíaco ao se matricular e se foi autorizada a treinar sem avaliação médica.
A Secretaria Municipal de Saúde do Rio determina que os profissionais de academias passem por reciclagem de primeiros socorros a cada dois anos e estejam presentes em todos os turnos — outro ponto que será verificado na investigação.
O Conselho Regional de Educação Física do Rio afirmou, por meio das redes sociais, que não tem poder legal para fiscalizar a presença de desfibriladores nos estabelecimentos. Já a academia Forma Fitness Copacabana lamentou a morte de Dayane em comunicado e anunciou que ficaria fechada nesta quinta-feira (22), mas não mencionou a interdição feita pela Polícia Civil.
A Prefeitura do Rio ainda não se pronunciou sobre a fiscalização em academias. A rádio CBN segue aguardando retorno. Com informações: CBN Rio.
