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Funcionários da embaixada de Israel são mortos a tiros perto de museu judaico nos EUA

Casal de diplomatas foi baleado após evento em Washington; suspeito gritou "Palestina livre" ao ser preso, e autoridades tratam o caso como ataque antissemita.
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Polícia isola área próxima ao Museu Judaico de Washington após tiroteio que matou dois funcionários da embaixada israelense — Foto: Rod Lamkey, Jr./AP. Por: Editorial | 22/05/2025 07:50

Dois funcionários da embaixada de Israel nos Estados Unidos foram mortos a tiros na noite desta quarta-feira (21), nas proximidades do Museu Judaico, em Washington D.C. As vítimas foram identificadas como Sarah Milgram e Yaron Lischinsky. Segundo a polícia local, o casal havia acabado de deixar um evento no local quando foi alvejado.

Foto: Embaixada de Israel nos Estados Unidos.

Horas após o ataque, o suspeito Elias Rodriguez, de 30 anos, foi preso. Testemunhas relataram que ele gritava "Palestina livre" enquanto era levado sob custódia. De acordo com a chefe da polícia da capital, o homem não tinha antecedentes criminais. A arma usada no crime foi localizada com a ajuda do próprio suspeito, que teria indicado onde a descartou.

A tragédia comoveu autoridades e líderes internacionais. O embaixador de Israel nos EUA, Yechiel Leiter, informou que as vítimas eram um casal jovem que planejava ficar noivo na semana seguinte, durante uma viagem a Jerusalém. “O jovem havia comprado um anel esta semana”, afirmou.

Foto: Rod Lamkey, Jr./AP.

A confirmação da identidade do casal foi feita também pelo ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar. Em comunicado, a embaixada israelense lamentou a perda de dois profissionais “no auge de suas vidas”.

O crime aconteceu próximo ao escritório regional do FBI, e o diretor da agência, Kash Patel, afirmou que a organização está colaborando com as investigações. A procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, e a procuradora interina do Distrito de Columbia, Jeanine Pirro, estiveram no local pouco após o ataque.

O evento no Museu Judaico era organizado pelo Comitê Judaico Americano (AJC), cujo CEO declarou estar “devastado por um ato de violência indescritível”.

Líderes de Israel e dos Estados Unidos reagiram com pesar e indignação. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, classificou o episódio como “assassinato antissemita” e prometeu reforçar a segurança nas representações diplomáticas do país. Já o ex-presidente norte-americano Donald Trump, em postagem nas redes sociais, condenou o que chamou de "ódio e radicalismo" e prestou solidariedade às famílias das vítimas.

O embaixador de Israel na ONU, Danny Danon, chamou o atentado de “terrorismo antissemita perverso”, enquanto a porta-voz da embaixada, Tal Naium Cohen, expressou confiança nas autoridades norte-americanas para garantir justiça e segurança.

As investigações seguem em andamento, e autoridades tratam o ataque como um possível crime de ódio com motivação antissemita. Com informações: G1.




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