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Hoje é Quinta-feira, 01 de Janeiro de 2026.
A Polícia Civil de Mundo Novo esclareceu, nesta semana, dois casos de falsa comunicação de crime envolvendo motoristas paranaenses. As ocorrências, registradas em dias consecutivos, tinham como objetivo encobrir outros delitos, como contrabando e apropriação indébita de veículos.
O primeiro caso foi registrado na terça-feira (13), quando um homem de 38 anos, morador de Corbélia (PR), compareceu à delegacia afirmando ter sido vítima de um roubo à mão armada. Segundo sua versão, ele trafegava com um caminhão Fiat/Cargo quando foi abordado por dois criminosos armados e levado até a região de fronteira seca, onde teria permanecido encapuzado por algumas horas.
No entanto, a narrativa apresentou diversas contradições durante o depoimento à equipe de investigação. Após diligências, a Polícia Civil descobriu que o suposto roubo jamais ocorreu. O caminhão em questão havia sido apreendido em Guaíra (PR), transportando produtos contrabandeados. Confrontado com as evidências, o homem confessou ter inventado o crime para encobrir a apreensão e tentar aplicar o "golpe do seguro". Ele foi indiciado por falsa comunicação de crime (art. 340 do Código Penal) e poderá responder também por contrabando no estado vizinho.
Já na quarta-feira (14), um segundo homem, de 39 anos e também morador do Paraná, procurou a delegacia com uma história semelhante. Disse que, ao trafegar com um caminhão Ford/Cargo por Mundo Novo, teria sido rendido por três indivíduos armados, forçado a dirigir até o Paraguai e posteriormente libertado. A investigação revelou, porém, que o motorista havia atravessado voluntariamente a fronteira, onde negociou ilegalmente o caminhão da empresa para a qual trabalhava.
Neste segundo caso, o homem foi autuado em flagrante por apropriação indébita (art. 168 do CP) e também por falsa comunicação de crime. Ele permanece preso à disposição da Justiça.
De acordo com a Polícia Civil, fraudes como essas têm sido recorrentes na região de fronteira, especialmente em Mundo Novo, com o objetivo principal de enganar seguradoras e empregadores. A instituição reforça que simular crimes é uma conduta criminosa, que consome recursos públicos e prejudica o atendimento a vítimas reais. A resposta será sempre rigorosa, em defesa da verdade e da justiça. PCMS.
