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Hoje é Sexta-feira, 02 de Janeiro de 2026.
O desaparecimento de Thácia Paula Ramos de Souza, de 39 anos, tem causado comoção em Cassilândia e gerado mobilização de autoridades e moradores desde o último domingo (11). A mãe da vítima, Fátima Aparecida Ramos, afirma com convicção que a filha foi assassinada pelo companheiro. “Tenho certeza absoluta que ele matou minha filha”, declarou, tomada pela dor.
Thácia mantinha um relacionamento de quatro anos com o suspeito, descrito pela mãe como abusivo e repleto de episódios de violência. “Ele batia nela direto. O filho dela, de 18 anos, teve que sair de casa porque era ameaçado por ele. Eu mesma fui buscar minha filha três vezes em Cassilândia. Mas ele sempre voltava com presentes caros e buquês, e ela acabava cedendo”, relata Fátima.
A última vez que Thácia foi vista foi após o “Baile do Queijo e Vinho”, um evento tradicional da cidade. No dia seguinte, ao registrar o desaparecimento na delegacia, Fátima encontrou o suspeito no local. Ele alegou ter deixado a companheira na entrada da cidade, mas a versão começou a ruir quando um sapato da vítima, com uma mancha de sangue, foi achado próximo ao Rio Aporé.

Foto: Carro do suspeito é flagrado próximo ao Rio Aporé, onde vestígios do crime foram encontrados. (Foto: Direto das Ruas)
As investigações da Polícia Civil avançaram rapidamente. O veículo do suspeito foi apreendido e periciado, revelando novos vestígios que agravaram a situação. O delegado Rodrigo de Freitas solicitou e obteve a prisão temporária do homem, além de mandado de busca e apreensão, cumpridos na terça-feira (14), na casa onde ele estava escondido.
Em um depoimento informal, o suspeito admitiu ter brigado com Thácia por ciúmes. Disse que a agrediu durante o trajeto de carro e que os dois lutaram à beira do rio, onde, segundo ele, a mulher teria caído na água. A explicação, no entanto, não convence os familiares. “Ela nunca sumiria assim. Eu conheço minha filha. Só quero encontrar ela agora”, disse Fátima, entre lágrimas.
As buscas no Rio Aporé são conduzidas pelo Corpo de Bombeiros e já resultaram na localização de um brinco que pertencia à vítima. A hipótese de feminicídio é considerada a principal linha de investigação. Familiares e voluntários continuam empenhados em encontrar Thácia.
“Ela não merecia isso. A gente avisava, a gente tentava tirar ela dali. Mas ele manipulava, iludia. Agora ela está desaparecida. Eu só quero justiça”, desabafa a mãe, que aguarda com angústia por respostas e por um desfecho que traga dignidade à memória da filha. Com informações: Campograndenews.
