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Mãe é julgada por homicídio da filha de 5 meses em caso que inclui violência sexual

Acusada alegou que agiu por impulso e que acreditava que a bebê estava "possuída por demônios" após vacinação.
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O julgamento ocorre sob pedido de preservação da imagem da ré. Foto: Henrique Kawaminami. Por: Editorial | 13/05/2025 16:50

Campo Grande, 13 de junho de 2023 – Uma mulher está sendo julgada pelo homicídio da filha Melany de cinco meses, ocorrido em junho de 2021, no bairro Vila Bandeirantes. A acusada, que teve a identidade preservada a pedido da defesa, afogou a bebê em uma bica d’água e responde por crime cometido com motivo torpe e uso de asfixia.

Durante o júri, a ré negou ter planejado o ato e afirmou que agiu por impulso, alegando acreditar que a criança estava "possuída por demônios" após ser vacinada. O caso também envolve suspeita de violência sexual, com laudos médicos apontando lesões na vítima. A acusada admitiu ter introduzido objetos no corpo da bebê, mas disse seguir supostas orientações de um profissional de saúde.

O juiz Carlos Alberto Garcete permitiu que os jurados interrogassem a ré. Questionada, ela insistiu que não houve premeditação: “Foi como se fosse um impulso”, declarou. Sobre a alegação de que a filha teria o "chip da besta", Gabrieli afirmou ter sido mal interpretada e que se referia a si mesma, não à criança.

Relembre o crime
No dia do ocorrido, a mãe deu banho na bebê e depois a levou, em um carrinho, até a casa de amigas. Horas depois, ao perceberem que a criança estava imóvel, as mulheres correram para a UPA do Jardim Leblon, mas Melany já estava morta. Testemunhas relataram que a acusada, ao ser questionada, apenas ria e dizia “não aconteceu nada”.

A delegada Elaine Benicasa, que investigou o caso, afirmou que a mãe agiu com consciência: “Ela ficou segurando a menina embaixo d’água”, destacou, descartando insanidade mental.

Violência sexual
Laudos médicos constataram lesões graves na vítima. A ré evitou falar sobre o assunto, mas disse à polícia que um médico diagnosticara "fechamento vaginal" e recomendara pomadas. No entanto, admitiu ter usado palitos na criança, alegando seguir orientações.

O julgamento continua, com as alegações finais da defesa e acusação. Nenhuma testemunha foi ouvida no júri. Com Informações: Campograndenews. 




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