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Laudo esclarece morte de caseiro atacado por onça no Pantanal

Homem de 60 anos sofreu ferimentos graves na cabeça e pescoço; onça foi capturada dias depois com vestígios humanos nas fezes.
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Onça-pintada capturada após ataque segue sob observação veterinária; animal foi encontrado nas proximidades do pesqueiro onde ocorreu o caso. Por: Editorial | 13/05/2025 08:39

O laudo necroscópico final confirmou que Jorge Ávalo, conhecido como Jorginho, de 60 anos, foi morto após ser atacado por uma onça-pintada em um pesqueiro localizado no Pantanal sul-mato-grossense. O documento apontou como causa da morte um choque neurogênico agudo, provocado por ferimentos perfurocontundentes na cabeça e na coluna cervical — lesões compatíveis com o ataque de um grande carnívoro.

Segundo o delegado Luis Fernando Mesquita, que acompanha o caso, os ferimentos se concentraram principalmente na parte superior do corpo, com maior impacto na região da cabeça e do pescoço. A onça envolvida no ataque foi capturada no dia 24 de abril, nas imediações do pesqueiro Touro Morto, dias após o desaparecimento do caseiro.

O laudo preliminar, divulgado em 7 de maio, já havia indicado que Jorginho estava vivo no momento do ataque e chegou a esboçar reação. Lesões nos braços foram interpretadas como tentativas de defesa, com sinais vitais ainda presentes durante a agressão.

As investigações também revelaram que fragmentos de ossos e fios de cabelo humano foram encontrados nas fezes da onça, um dia após sua captura. Os exames definitivos sobre esse material seguem em andamento, mas o laudo necroscópico já confirmou que o ataque do animal foi, de fato, a causa da morte.

O caso ocorreu na madrugada do dia 21 de abril. Jorginho trabalhava como caseiro em uma propriedade isolada, de difícil acesso, localizada a cerca de duas horas de barco ou helicóptero do porto de Miranda. O desaparecimento foi percebido por um guia de pesca, que encontrou vestígios de sangue e pegadas da onça, acionando a Polícia Militar Ambiental e a Polícia Civil.

Apesar de o local contar com câmeras de segurança, os equipamentos estavam desativados no momento do ataque. A onça capturada, um macho com cerca de nove anos, permanece sob observação veterinária. De acordo com o boletim mais recente, o animal está ativo, consciente e reage à presença humana.

A investigação prossegue com a análise de laudos complementares, mas a confirmação oficial da causa da morte encerra uma das principais dúvidas sobre o trágico desfecho. Com informações: Campo Grande News. 




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