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Hoje é Sexta-feira, 02 de Janeiro de 2026.
Maria Hellena, de nove meses, faleceu após receber uma injeção durante uma internação no Hospital da Santa Casa, em Paranaíba (MS). A mãe da criança relatou que a filha passou por vários atendimentos e exames, mas não recebeu um diagnóstico conclusivo. O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil.
Em nota, o diretor clínico do hospital confirmou que a criança foi atendida e, infelizmente, faleceu. Quanto à troca de medicação, foi informado que Maria Hellena teria alergia à dipirona, mas a criança havia sido tratada com essa medicação em outras ocasiões no hospital, com febre controlada sem problemas.
“A conduta do hospital é aguardar os resultados do Instituto Médico Legal, que está realizando a análise sob a determinação de um delegado de polícia”, afirmou o diretor.
Maria Hellena recebeu duas vacinas no dia 22 de abril: uma para os nove meses e outra contra a gripe. No dia seguinte, a criança apresentou febre e foi levada ao hospital, onde realizou exames de sangue e um raio-X, ambos sem alterações.
Nos dias seguintes, novos exames, incluindo hemograma e análise de vitaminas, também não mostraram qualquer anormalidade.
No dia 28 de abril, Maria Hellena amanheceu com febre de 38,2°C. A mãe, que já estava trabalhando, levou a filha à Santa Casa por volta das 13h. A criança foi atendida na triagem e internada. A primeira médica que a avaliou receitou dipirona e bromoprida e pediu outro raio-X, que também não apresentou mudanças.
Por volta das 18h30, o plantão foi trocado, e outra médica informou que não havia nada de errado nos exames, mas sugeriu a internação para que a primeira médica a avaliaria no dia seguinte.
Maria Hellena, que não estava com febre no momento da aplicação da medicação, olhou para o lado esquerdo e, após a injeção, teve uma parada cardíaca.
A mãe relatou que, ao pegar a filha no colo, percebeu que ela já estava roxa. A enfermeira imediatamente pegou a criança e correu para a ala vermelha, onde os médicos tentaram, por 40 minutos, reanimá-la, mas sem sucesso. A mãe foi informada da morte de Maria Hellena pouco mais de 10 horas após a entrada da criança no hospital.
A certidão de óbito da bebê aponta insuficiência respiratória e pneumopatia como causa da morte, embora a família afirme que os exames realizados não indicavam nenhum problema. A mãe também questiona a falta de um exame toxicológico, afirmando que no estado não é realizado esse tipo de análise.
O corpo de Maria Hellena foi velado e enterrado no dia 30 de abril. A família ainda aguarda os resultados da investigação policial.
Nota do Hospital:
"A criança foi atendida e evoluiu para óbito. O corpo foi encaminhado ao IML por ser uma morte de causa suspeita, não natural, não esperada. A legista que realizou o procedimento necroscópico encontrou alterações respiratórias e fragmentos foram retirados para análise. A criança foi tratada com dipirona anteriormente, sem problemas. Estamos aguardando os resultados dos exames do IML para esclarecer a causa do óbito."
