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Hoje é Sexta-feira, 02 de Janeiro de 2026.
Empresas do setor do agronegócio em Mato Grosso estão envolvidas em um esquema fraudulento de compra e venda de soja e milho, com uso de notas fiscais falsas. A fraude, que movimentou cerca de R$ 7,6 bilhões, foi alvo da Operação Rent-A-Business, deflagrada na manhã desta quarta-feira (7) pela Delegacia Especializada de Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública (Defaz).
A operação foi possível graças à atuação da Unidade de Inteligência Fiscal e Operações Estratégicas (UIFE) da Secretaria de Fazenda de Mato Grosso (Sefaz-MT), que identificou a emissão de notas fiscais frias para ocultar o verdadeiro produtor e fornecedor dos grãos. De acordo com o secretário adjunto da Receita Pública, Fábio Fernandes Pimenta, a fraude afetou diretamente a arrecadação do Fethab (Fundo Estadual de Transporte e Habitação), além de comprometer tributos como Imposto de Renda, fundo rural e royalties.
Segundo Pimenta, já foram constituídos R$ 100 milhões em crédito tributário, sendo metade em tributos e metade em penalidades. Ele ressalta que o prejuízo real pode ser ainda maior: “Houve um prejuízo efetivo ao erário”, afirmou.
Com base nas informações da Sefaz, a Defaz aprofundou as investigações e constatou que o grupo simulava transações comerciais por meio de notas fiscais eletrônicas, recolhendo tributos em valores muito abaixo do devido. A prática configura crimes de sonegação fiscal, associação criminosa e falsidade documental.
O delegado José Ricardo Garcia Bruno, responsável pela investigação, explicou que as fraudes ocorreram entre 2016 e 2021. Ele destacou o volume expressivo de operações realizadas por empresas fictícias e a expectativa de identificar um alto índice de sonegação a partir das auditorias em andamento.
Entre os investigados estão contadores e pessoas de outros estados. Ao todo, foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão, além de outras medidas cautelares, em Cuiabá, Sinop, Chapada dos Guimarães, Cláudia (MT), Novo Progresso (PA) e Itapema (SC). As ordens judiciais foram expedidas pela juíza Edna Ederli Coutinho, do Núcleo de Inquéritos Policiais de Cuiabá. Com informações Repórter MT
