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Alunos de medicina são expulsos por por faixa com referência a estupro durante evento

A medida foi tomada após investigação interna e denúncia de coletivo feminista.
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Atlética de medicina da Faculdade Santa Marcelina posa ao lado de bandeira com frase que faz alusão ao estupro — Foto: Reprodução Por: Editorial | 29/04/2025 11:25

 

A Faculdade Santa Marcelina expulsou 12 alunos do curso de medicina após a divulgação de fotos em que eles aparecem ao lado de um bandeirão com a frase “entra [censurado], escorre [censurado]”, exibida durante um torneio esportivo universitário, em março. A expressão, considerada de conotação sexual violenta, remete ao crime de estupro.

Outros 11 estudantes foram suspensos e receberam punições disciplinares internas. A decisão foi anunciada na noite de segunda-feira (28), em nota publicada no Instagram da instituição. A faculdade também determinou a interdição por tempo indeterminado da Associação Atlética Acadêmica envolvida no episódio.

As medidas foram tomadas após sindicâncias internas instauradas em 21 de março, cinco dias após o ocorrido. A instituição reafirmou compromisso com valores éticos e informou colaborar com as autoridades.

Polícia investiga o caso

A Polícia Civil abriu um inquérito após a denúncia ser revelada. Ao menos 24 estudantes aparecem nas imagens com a faixa. A instituição também comunicou o caso ao Ministério Público.

Denúncia do coletivo feminista

O Coletivo Francisca, formado por alunas e ex-alunas de medicina da Santa Marcelina, apresentou uma denúncia formal à direção da faculdade no dia 17 de março. O grupo criticou a retomada de um antigo hino da atlética banido em 2017, cujas letras têm conteúdo sexual explícito, machista e violento. Trechos da canção mencionam estupro, perda de virgindade forçada e violência contra mulheres.

Segundo o coletivo, a música já havia sido alvo de denúncias anteriores e seu uso havia sido proibido, mas voltou a circular durante o torneio Intercalo, evento esportivo entre calouros.

Uma ex-aluna, que preferiu não se identificar, afirmou que a cultura do estupro ainda é presente em faculdades de medicina e que práticas como trotes degradantes, hinos misóginos e submissão de calouras são comuns.

Legislação estadual proíbe trotes abusivos

A denúncia apresentada pelo Coletivo Francisca cita a Lei Estadual nº 18.013/2024, que proíbe atividades universitárias que envolvam humilhação, agressão ou discriminação. O texto também aponta possível violação ao artigo 287 do Código Penal, que trata da apologia ao crime, e ao artigo 213, que define o crime de estupro.

O coletivo pede a responsabilização dos envolvidos, inclusive a destituição de cargos da atlética, e reforça a necessidade de uma resposta firme da instituição para evitar que casos semelhantes voltem a ocorrer. Com informações G1

 


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