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Hoje é Sábado, 03 de Janeiro de 2026.
A dor e a indignação tomaram conta do relato da mãe de uma bebê de apenas 10 meses, vítima de estupro em Três Lagoas, cidade localizada a 338 quilômetros de Campo Grande. O autor do crime, identificado como marido da bisavó da criança, já foi preso e aguarda julgamento, enquanto a menina permanece internada em um hospital da região, recebendo tratamento médico e psicológico.
"Ela estava diferente": O Momento da Descoberta
A mãe da criança contou que, pela primeira vez, havia deixado a bebê sob os cuidados da avó. Durante a noite, ao ligar para saber como a filha estava, ouviu da bisavó que a menina estava inquieta e "estranhando a situação". Como era a primeira vez que a bebê dormia longe da mãe, a reação foi inicialmente atribuída à saudade.
No entanto, ao buscar a criança no dia seguinte, a mãe percebeu algo errado: a bebê estava chorosa, irritada e visivelmente estressada, comportamento totalmente oposto ao seu habitual sorriso e tranquilidade. Foi durante o banho que a mãe descobriu o horror: vermelhidão e um machucado nas partes íntimas da filha.
A Confirmação do Abuso e a Luta pela Recuperação
A bebê foi levada às pressas para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde médicos confirmaram os sinais de violência sexual. Transferida para o Hospital Regional e, posteriormente, para o Instituto Médico Legal (IML), a criança teve o abuso confirmado por quatro profissionais. "Quatro médicos viram e disseram que era abuso", relatou a mãe, em lágrimas.
Atualmente, a menina está internada em isolamento após contrair gripe e recebe um coquetel de medicamentos para prevenir infecções e outras complicações decorrentes da agressão.
O acusado foi preso e, após audiência de custódia, foi encaminhado para o presídio de Bataguassu, onde responderá pelo crime hediondo. A comunidade de Três Lagoas se manifestou com revolta e horror diante da brutalidade do caso, exigindo justiça e medidas mais rígidas contra crimes sexuais envolvendo crianças.
Enquanto a bebê luta para se recuperar do trauma físico e emocional, a família clama por apoio e por punição exemplar ao agressor. O caso choca não apenas pela violência, mas pela quebra de confiança em um ambiente que deveria ser de proteção. Com informações Estado Diário.
