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Hoje é Sexta-feira, 09 de Janeiro de 2026.
Um adolescente de 14 anos, morador de Campo Grande, é um dos alvos da Operação Adolescência Segura, deflagrada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro. A ação nacional combate uma quadrilha que usava a internet para incitar crianças e adolescentes a praticar atos violentos, que podiam resultar em morte.
Em Mato Grosso do Sul, o Dracco (Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado) cumpriu cinco mandados de busca e apreensão ligados ao garoto. Ele foi localizado, prestou depoimento e confessou fazer parte da organização criminosa, mas não há mandado de apreensão contra ele.
Segundo a polícia, a quadrilha é uma das maiores do país e atua principalmente em crimes cibernéticos, tendo como alvo crianças e adolescentes. As investigações começaram após um adolescente queimar um morador de rua com coquetéis molotov, em um crime transmitido ao vivo na internet.
A organização promovia desafios virtuais envolvendo automutilação coletiva, crueldade contra animais e apologia ao ódio. Os participantes recebiam recompensas internas como forma de incentivo.
Ao todo, a operação cumpriu 20 mandados de busca e apreensão, duas prisões temporárias e sete medidas de internação provisória de adolescentes nos estados de MS, SP, SC, PR, MG, GO e RS.
Entre os crimes investigados estão tentativa de homicídio, incitação ao suicídio, maus-tratos a animais, apologia ao nazismo e divulgação de pornografia infantil.
Relembrando: O caso de Sarah Raíssa reacende o alerta sobre os riscos ocultos nas redes sociais e a urgência de se discutir, com responsabilidade, o acesso de crianças e adolescentes a conteúdos virtuais. Enquanto a investigação busca esclarecer as circunstâncias da tragédia, especialistas reforçam a importância da orientação familiar e da fiscalização constante sobre o que é consumido on-line.
Sarah Raíssa Pereira de Castro morreu ao inalar desodorante e sofrer parada cardíaca (Foto: Instagram/Reprodução)
