|
Hoje é Sábado, 10 de Janeiro de 2026.
A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul deflagrou, na manhã desta quinta-feira (10), a operação “Quilowatt”, em Porto Murtinho, com o objetivo de combater furtos de energia elétrica e fraudes na medição do consumo em imóveis da cidade. A ação teve apoio da Perícia Criminal, da concessionária Energisa e da Polícia Militar.
Durante a operação, foram vistoriados 12 imóveis previamente mapeados com base em dados da Energisa que indicavam divergências no consumo. As inspeções confirmaram irregularidades em parte dos locais visitados.
Ao final das diligências, cinco pessoas foram levadas à 1ª Delegacia de Polícia Civil de Porto Murtinho. Quatro delas foram autuadas em flagrante pelo crime de furto de energia elétrica, conforme o artigo 155, §3º do Código Penal.
De acordo com a Polícia Civil e representantes da Energisa, o furto de energia — conhecido como “gato” — pode ser enquadrado como furto ou estelionato. Além disso, representa riscos graves à segurança, já que as ligações clandestinas podem causar incêndios e explosões. Esse tipo de crime é a segunda maior causa de mortes no Brasil relacionadas à eletricidade.
As fraudes também impactam diretamente os consumidores. Parte dos prejuízos gerados pelos desvios acaba sendo repassada às tarifas de energia. Além disso, a prática sobrecarrega a rede elétrica, comprometendo a qualidade do serviço e aumentando as chances de apagões e oscilações no fornecimento.
Segundo Alex Almeida Leite, coordenador de fiscalização e combate de perdas da Energisa MS, a empresa realiza ações diárias de combate a fraudes em sua área de concessão. Em 2024, foram identificadas 11.888 irregularidades, o que representa um desvio de 29,528 GWh — energia suficiente para abastecer cerca de 12 mil residências durante um ano.
Dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) apontam que os furtos de energia no país somam perdas superiores a 31,5 mil gigawatts, quantidade capaz de abastecer grande parte do Mato Grosso do Sul. Com informações PCMS.
