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Falsa biomédica é indiciada por lesão corporal e outros crimes após tratamento estético em MS

Investigação revela falsificação de diploma e uso de medicamentos sem registro na Anvisa; vítimas sofreram graves complicações
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A Polícia Civil apreendeu medicamentos de uso restrito e documentos falsificados durante a investigação do caso. Foto: Divulgação/PCMS Por: Editorial | 20/03/2025 15:10

A Polícia Civil de Campo Grande, por meio da 2ª Delegacia de Polícia (2ªDP), concluiu as investigações e indiciou uma mulher de 27 anos pelos crimes de lesão corporal gravíssima, uso de produto medicinal sem registro na Anvisa, indução do consumidor a erro e uso de documento falso. A suspeita, que se passava por biomédica e esteticista, foi identificada após quatro mulheres apresentarem sérios problemas de saúde após passarem por um procedimento de preenchimento labial, realizado em um espaço de coworking da capital em setembro de 2024.

Durante o tratamento, as vítimas sofreram complicações graves, sendo que uma delas precisou ser submetida a um procedimento de traqueostomia. Laudos médicos confirmaram que a vítima sofreu deformidade permanente devido à fibrose na região mandibular. A investigação revelou que a falsa profissional não tinha formação superior, mas usava um diploma falso para induzir suas vítimas a erro, acreditando que ela possuía qualificação técnica.

No decorrer da apuração, a polícia apreendeu na residência da investigada diversos medicamentos de uso estético restritos a profissionais de saúde, que estavam armazenados de maneira irregular e, em alguns casos, eram importados ilegalmente sem o devido registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A mulher ainda utilizava um diploma falso para enganar os pacientes, sendo o documento periciado e comprovado como materialmente falsificado.

Após o caso ser encerrado, a Justiça determinou que a mulher não pudesse mais atuar no ramo da estética. O Ministério Público agora decidirá quais crimes serão formalmente denunciados. As penas mínimas dos crimes pelos quais a investigada foi indiciada somam mais de dez anos de reclusão, podendo ultrapassar 25 anos em suas penas máximas. A Polícia Civil reforça o alerta à população para que tenha cautela ao escolher profissionais para realizar procedimentos estéticos, sugerindo que verifiquem sempre a formação e o registro no conselho de classe do profissional. (Com informações da PCMS)


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