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Hoje é Quinta-feira, 12 de Fevereiro de 2026.
Na terça-feira (18), deputados federais do Partido dos Trabalhadores (PT) encaminharam ao Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido de medidas cautelares contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), com o objetivo de evitar uma possível fuga do país.
O documento, assinado pelos parlamentares, argumenta que Bolsonaro, denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por tentativa de golpe de Estado, estaria planejando escapar para os Estados Unidos. Embora o passaporte do ex-presidente esteja retido, os deputados alertam para a possibilidade de ele obter asilo diplomático em outro país, especialmente considerando declarações públicas anteriores de Bolsonaro, que incentivaram a fuga de condenados e a permanência clandestina no exterior.
Entre as medidas solicitadas, os parlamentares pedem que Bolsonaro seja impedido de deixar Brasília sem autorização judicial, além de ser proibido de se aproximar de embaixadas estrangeiras no Brasil. A solicitação também inclui o monitoramento eletrônico do ex-presidente.
Os deputados citam a viagem de Bolsonaro a Orlando, nos Estados Unidos, em 30 de dezembro de 2022, como um indício de que ele estava se preparando para evitar as consequências legais de sua ação durante os ataques de 8 de janeiro de 2023. Eles mencionam que o ex-presidente deixou o país para escapar de uma possível prisão, após falhar em obter apoio das Forças Armadas para realizar a ruptura institucional.
Outro ponto destacado é a passagem de Bolsonaro pela embaixada da Hungria em Brasília, onde se refugiou por duas noites após ser alvo de uma operação policial em fevereiro de 2024, para evitar a justiça brasileira.
Por fim, os parlamentares mencionam o caso do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente, que anunciou seu afastamento do mandato para ficar nos Estados Unidos, alegando risco de prisão. A viagem de Eduardo Bolsonaro ocorreu no mesmo dia em que o PT solicitou ao STF a apreensão de seu passaporte.
