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Hoje é Quinta-feira, 12 de Fevereiro de 2026.
Em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, na última segunda-feira (10), a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, destacou que a população dos Estados Unidos cobrará as consequências da postura negacionista do ex-presidente Donald Trump em relação às mudanças climáticas. Segundo Marina, a única forma de enfrentar efetivamente a crise climática é por meio de ações multilaterais, com a participação ativa da comunidade internacional.
“Sem uma ação coordenada, não conseguiremos lidar com os desafios que a mudança climática impõe. E, certamente, a população americana pagará um preço alto por essa visão negacionista, pois já está sofrendo com os efeitos dos extremos climáticos, assim como nós”, afirmou a ministra.
Marina Silva também lamentou a decisão de Trump de retirar os Estados Unidos do Acordo de Paris, destacando o prejuízo que essa postura traz para o combate às mudanças climáticas. “É um grande retrocesso. Além disso, há uma preocupação crescente sobre como essa posição tem desencorajado investimentos voltados para a preservação ambiental”, disse.
Apesar das dificuldades geradas pela postura de Trump, a ministra expressou otimismo em relação aos esforços dos estados governados pelo Partido Democrata, que têm continuado a investir no combate às mudanças climáticas. “Os estados democratas devem seguir com seus compromissos climáticos, apesar dos obstáculos impostos pela administração anterior”, afirmou.
Além disso, Marina chamou a atenção para o crescente movimento de empresas que têm abandonado as práticas de ESG (Ambiental, Social e Governança). Para a ministra, essa mudança de postura representa mais um obstáculo para o avanço das políticas ambientais e do financiamento climático.
“Vemos empresas e instituições financeiras se afastando de seus compromissos, especialmente no que diz respeito ao financiamento de projetos climáticos. Isso é extremamente preocupante”, ressaltou.
Por fim, Marina Silva reforçou a importância do multilateralismo para enfrentar a crise climática global. “O Brasil, a África do Sul, a Índia, a China, a União Europeia e todos os países devem trabalhar em conjunto para garantir que o multilateralismo seja a chave para o sucesso na luta contra as mudanças climáticas”, concluiu a ministra.
