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Hoje é Sexta-feira, 13 de Fevereiro de 2026.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira (26) o cancelamento da licença concedida à Chevron para operar na Venezuela, a partir do próximo 1º de março. A licença permitia à petroleira norte-americana expandir sua produção no país sul-americano, exportando petróleo cru para os EUA e evitando as sanções impostas a Caracas. Trump justificou a decisão com base nas condições eleitorais na Venezuela e no desacordo sobre a política de deportação de imigrantes, destacando que o governo venezuelano não cumpriu o acordo de repatriar criminosos violentos.
A medida revoga a autorização concedida pela administração do ex-presidente Joe Biden em novembro de 2022, que havia flexibilizado o embargo imposto à Venezuela, permitindo que a Chevron reentrasse na economia local. Na ocasião, a flexibilização visava ajudar a recuperação econômica do país. Por outro lado, a vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, criticou a decisão, alegando que ela prejudica não apenas os venezuelanos, mas também os interesses das empresas dos EUA.
As sanções aplicadas desde 2017, tanto pelos EUA quanto pela União Europeia, têm contribuído para a grave crise econômica da Venezuela, que já perdeu cerca de 7 milhões de habitantes devido à migração. A oposição venezuelana, por sua vez, vinha pressionando os Estados Unidos a retirar a autorização da Chevron, em uma tentativa de aumentar a pressão sobre o governo de Nicolás Maduro, acusado de fraude nas eleições presidenciais de 2024.
Essa nova postura de Trump vem após sua reeleição, com o presidente enviando o ex-enviado especial Richard Grenell a Caracas para negociar com Maduro. A expectativa era que, com a volta de Trump à Casa Branca, as relações entre os dois governos permanecessem tensas, mas sem a política de "máxima pressão" aplicada durante seu primeiro mandato. (Com informações da Agência Brasil)
