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Hoje é Sexta-feira, 13 de Fevereiro de 2026.
A redução de até 17 dias no tempo de transporte e a economia no envio de mercadorias pela Rota Bioceânica dependem da adesão do Brasil à Convenção TIR (Transporte Internacional Rodoviário), um acordo que facilita o comércio internacional ao reduzir burocracias alfandegárias. O tema está em discussão no Congresso Nacional, e o Governo de Mato Grosso do Sul busca apoio da bancada federal para acelerar a aprovação.
A iniciativa foi anunciada pelo secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Jaime Verruck, após reunião virtual com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e a União Internacional de Transportes Rodoviários (IRU). Durante o encontro, foram debatidos os desafios alfandegários que precisam ser superados para viabilizar a rota como corredor logístico de alto desempenho.
No Seminário Internacional da Rota Bioceânica e no Fórum de Governadores, realizados nesta semana em Campo Grande, especialistas apontaram que a infraestrutura e a legislação aduaneira entre os países são os principais entraves. Segundo Verruck, com apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), um estudo detalhado está sendo conduzido para analisar os acordos bilaterais existentes.
Para avançar nas discussões, um seminário binacional entre Brasil e Paraguai será realizado nos dias 26 e 27 de fevereiro, em Foz do Iguaçu. O objetivo é aprofundar o debate sobre a integração alfandegária. Atualmente, Argentina, Uruguai e Chile já aderiram ao sistema TIR, enquanto Brasil e Paraguai ainda precisam aprovar a convenção.
