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Hoje é Sexta-feira, 13 de Fevereiro de 2026.
O nome de Vladimir Putin ganhou destaque antes das negociações que ocorrerão na Arábia Saudita, entre EUA e Rússia, com a possibilidade de um fim para a guerra na Ucrânia, marcada para terça-feira (18). A administração de Donald Trump, ao aproximar-se do presidente russo, gerou receios de que um acordo desfavorável à Ucrânia pudesse ser aceito, sem a participação dos aliados europeus, que teriam papel fundamental em garantir a segurança no processo de paz.
O republicano, em sua incursão pela Europa, levantou preocupações sobre um possível descompasso nas negociações, com acusações de que os EUA poderiam fechar um acordo unilateral com Putin. Trump, por sua vez, afirmou estar em busca da paz, mas sem deixar claro qual será a postura adotada em relação à Ucrânia e suas demandas. A resposta de líderes ucranianos, como o presidente Zelensky, que alertaram contra qualquer decisão sem sua participação, acrescentou tensões no cenário.
As negociações, organizadas pela Arábia Saudita, contam com a presença de figuras-chave do governo dos EUA, como o senador Marco Rubio e o conselheiro de segurança nacional Mike Waltz. Para Rubio, o encontro é apenas o primeiro passo, e ele destacou a necessidade de uma maior envolvência de Kiev nas negociações. A preocupação de líderes europeus também se intensifica, pois a ausência de participação de aliados pode enfraquecer a posição da Ucrânia e da OTAN, resultando em concessões a Putin.
No domingo (16), Trump sugeriu que uma reunião com Putin poderia ocorrer "muito em breve", mas as críticas à sua postura se intensificam, especialmente com sua aparente simpatia pela liderança russa e a possível reabilitação de Putin no cenário internacional. O risco de uma divisão dentro da OTAN, que poderia beneficiar a Rússia, foi destacado por analistas, como Alexander Gabuev, do Carnegie Russia Eurasia Center, que fez um paralelo entre os eventos atuais e grandes celebrações internacionais.
O cenário segue tenso, com múltiplos fatores em jogo para decidir o rumo do conflito, enquanto a Ucrânia luta para manter sua soberania diante da agressão russa. A participação da Europa e da própria Ucrânia nas negociações será decisiva para evitar um acordo que favoreça exclusivamente Moscou. (Com informações da CNN Brasil)
