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Hoje é Sexta-feira, 13 de Fevereiro de 2026.
Integrantes do círculo mais próximo do ex-presidente Jair Bolsonaro acompanham de perto as revelações da delação de Mauro Cid, que têm gerado novas discussões sobre o futuro político do ex-presidente e da direita brasileira. Com Bolsonaro inelegível, cresce a avaliação entre seus aliados de que é necessário buscar novos nomes para a disputa eleitoral de 2026, afastados do núcleo familiar, mas com a benção de Bolsonaro. No entanto, o ex-presidente ainda demonstra preferência por seguir o script de Lula em 2018, quando se posicionou como único candidato da direita, o que dificulta a construção de um nome alternativo.
A menção de Michelle Bolsonaro na delação de Mauro Cid não surpreendeu os aliados de Bolsonaro, que destacam a aversão entre Michelle e Cid durante o governo. Alguns assessores acreditam que não há elementos substanciais na delação que possam ligar a ex-primeira-dama a Cid, uma vez que ambos se evitavam durante o fim do mandato de Bolsonaro. As discordâncias entre Michelle e Cid incluíam a questão de Bolsonaro deixar o Brasil após a eleição, com Michelle defendendo que ele permanecesse no país e Cid sugerindo sua saída para "aliviar a cabeça".
Com o avanço da delação, aliados de Bolsonaro cogitam novos nomes para liderar a direita em 2026, como os governadores Ronaldo Caiado (Goiás) e Tarcísio de Freitas (São Paulo), enquanto deixam a possibilidade de Michelle se candidatar ao Senado. No entanto, a principal dificuldade está na postura de Bolsonaro, que continua a se colocar como o único candidato viável para a direita, apesar das dificuldades jurídicas que enfrenta.
Além disso, o cenário político tem impulsionado a discussão sobre uma possível anistia para Bolsonaro, especialmente diante da iminente conclusão das investigações sobre o golpe. Aliados acreditam que a anistia pode ser uma moeda de troca importante para garantir apoio político a Bolsonaro, seja na eleição presidencial de 2026 ou em outros pleitos. (Com informações G1)
