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Hoje é Sexta-feira, 13 de Fevereiro de 2026.
O ministro Rui Costa, da Casa Civil, declarou nesta sexta-feira (24) que o governo não tomará medidas “heterodoxas” para reduzir o preço dos alimentos. Ele afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) rejeitou a ideia de fiscalizar supermercados, como ocorreu no governo de José Sarney (1985-1990).
“Quero reafirmar taxativamente: nenhuma medida heterodoxa será adotada. Não haverá congelamento de preços, tabelamento, fiscalização. Ele [Lula] até brincou: não terá fiscal do Lula nos supermercados, nas feiras. Não terá rede estatal de supermercados, de lojas. Isso sequer foi apresentado nesta ou em qualquer outra reunião", declarou Rui Costa.
O ministro também apontou que a alta do dólar e a busca por commodities podem ter contribuído para o aumento nos preços dos produtos alimentícios. "A convicção do governo brasileiro é de que os preços se formam no mercado, não são produzidos artificialmente. Seja no mercado internacional, que no caso tem uma relação muito forte com as commodities, seja com relação ao valor do dólar que também influencia os preços", afirmou.
Além disso, a prévia da inflação de janeiro registrou uma alta de 0,11%, contrariando as expectativas de deflação e mantendo a pressão inflacionária no país. O aumento nos preços dos alimentos foi o principal responsável pela elevação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), com o grupo de alimentação e bebidas subindo 1,06%. Dentro deste grupo, a alimentação em domicílio teve a maior alta, de 1,1%, com destaque para o aumento no preço do tomate (17,12%) e do café moído (7,07%). (Com informações Agência Brasil)
