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Hoje é Sábado, 14 de Fevereiro de 2026.
Com a promessa de "pôr a América em primeiro lugar novamente", ecoando seu famoso slogan de campanha, o republicano Donald Trump tomou posse, nesta segunda-feira, como 47º presidente dos Estados Unidos. Esse retorno triunfal ao poder causou apreensão nos migrantes em situação irregular, que enfrentam a ameaça de deportações em massa. Logo após ser empossado, Trump fez seu primeiro discurso de posse, no qual reafirmou seu compromisso de priorizar os interesses dos EUA e declarou uma emergência nacional nas fronteiras sul do país, alegando a necessidade de impedir as entradas ilegais.
Trump também se referiu ao episódio de tentativa de assassinato que sofreu em um comício político na Pensilvânia no verão passado, afirmando que sua vida foi salva por um propósito divino, e que estava destinado a tornar a América grande novamente. Ele anunciou que sua administração restauraria a "soberania" do país e se comprometeu a "reequilibrar" a balança da Justiça, com críticas às investigações criminais que, segundo ele, são uma perseguição política. “Nosso país florescerá e será respeitado novamente em todo o mundo”, declarou o novo presidente, prometendo que os EUA serão "a inveja de todas as nações".
Em relação aos "desafios" a serem enfrentados, Trump atacou a administração anterior e falou sobre a crise de confiança no governo, enfatizando que a segurança dos cidadãos americanos será uma prioridade. "Daremos proteção a nossos cidadãos, não mais a criminosos perigosos", disse, referindo-se a criminosos que, segundo ele, entraram ilegalmente no país.
Trump também fez declarações polêmicas sobre questões culturais e sociais, prometendo encerrar qualquer tentativa de "engenharia social", em especial no que se refere à questão de gênero. Ele afirmou que a política oficial dos Estados Unidos será de reconhecimento apenas dos gêneros "masculino" e "feminino".
Durante a cerimônia de posse, realizada em uma manhã gelada de inverno, Trump foi acompanhado por sua esposa, Melania, e participou de um culto religioso antes de jurar sua presidência no Capitólio. Ao assumir o cargo, o republicano, de 78 anos, tornou-se o presidente mais velho a ocupar o cargo nos Estados Unidos.
Além das promessas internas, Trump indicou que suas políticas externas também serão mais assertivas, com um foco na revisão de acordos internacionais e tarifas, além de um possível retrocesso na relação com o Canadá e o México. A sua vitória também inspirou líderes de direita no cenário mundial, como a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, e os presidentes da Argentina e Equador, Javier Milei e Daniel Noboa, que marcaram presença na cerimônia.
Em seu discurso, Trump não poupou críticas à imigração ilegal e prometeu medidas drásticas, como o restabelecimento do programa "Fique no México" e a declaração de emergência nas fronteiras. Ele também ameaçou designar cartéis de drogas como organizações terroristas e afirmou que sua prioridade seria impedir que migrantes "invadissem" o país. A previsão é de que, no decorrer de seu mandato, Trump busque reformar as políticas migratórias e implementar um controle mais rigoroso da fronteira dos Estados Unidos com o México.
Após o evento, Trump seguiu para um evento com seus apoiadores na Capital One Arena, onde foi saudado por uma multidão de fiéis. Apesar de seu retorno ao poder e a crescente onda de apoio entre a direita radical, o novo presidente enfrenta um Congresso com uma estreita maioria e uma Suprema Corte inclinada à direita, o que promete um cenário político tenso durante seu segundo mandato. Trump também anunciou que, caso não seja possível buscar uma reeleição no futuro, ele se retirará da cena política. (Com informações O Globo)
