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Hoje é Sábado, 14 de Fevereiro de 2026.
Aliados de Jair Bolsonaro (PL) estão mobilizados para que o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, assine um convite formal endereçado ao ex-presidente brasileiro para sua posse, em Washington, no próximo dia 20. Este movimento visa garantir que o Supremo Tribunal Federal (STF) devolva o passaporte de Bolsonaro, retido desde fevereiro de 2024, permitindo sua viagem.
De acordo com informações de fontes próximas ao ex-presidente, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho 02 de Bolsonaro e secretário de relações institucionais do partido, entrou em contato direto com Donald Trump Jr., filho do ex-presidente dos EUA, para obter a assinatura do convite. A medida seria uma tentativa para pressionar o ministro do STF Alexandre de Moraes, que analisará a solicitação de Bolsonaro, após sua defesa apresentar à Corte um e-mail com o convite formal à posse.
Bolsonaro, indiciado por tentativa de golpe de Estado e com o passaporte retido em razão de uma investigação da Polícia Federal sobre ações antidemocráticas, foi informado por Moraes de que a solicitação para ir à posse de Trump não atendia aos requisitos formais. O ministro alegou que o e-mail enviado pela defesa não identificava o remetente nem apresentava detalhes do evento.
Em resposta, a defesa do ex-presidente reiterou que o convite formal era o próprio e-mail já apresentado. Bolsonaro, por sua vez, negou qualquer intenção de usar a viagem como uma oportunidade para deixar o Brasil. "Eu vim dos EUA pra cá correndo todos os riscos. Não vou fugir", afirmou o ex-presidente.
Embora os EUA não sigam a tradição de convidar pessoalmente chefes de Estado para a posse, os embaixadores representam seus países na cerimônia. No entanto, aliados próximos de Trump, como o presidente argentino Javier Milei, foram convidados, e Bolsonaro, como convidado especial para a cerimônia, teria direito de levar Michelle Bolsonaro, que o representaria caso ele não pudesse comparecer.
Além disso, Flávio e Eduardo Bolsonaro estão convidados para o jantar posterior à assinatura do termo de posse, na Casa Branca. Michelle também deve acompanhar o ex-presidente no evento, considerado estratégico para reforçar a cooperação da oposição com o governo de Trump. (Com informações O Globo)
