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Hoje é Sábado, 14 de Fevereiro de 2026.
O publicitário Sidônio Palmeira assumiu nesta terça-feira (14) a chefia da Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom), durante cerimônia em Brasília. No evento, o novo ministro criticou duramente a desinformação promovida pela extrema-direita e classificou recentes mudanças nas regras de moderação da Meta, dona de plataformas como WhatsApp, Facebook e Instagram, como uma ameaça à soberania nacional e aos direitos fundamentais.
"A informação dos serviços não chega na ponta. A população não consegue ver o governo nas suas virtudes. A mentira nos ambientes digitais fomentada pela extrema-direita cria uma cortina de fumaça na vida real, manipula pessoas inocentes e ameaça a humanidade", declarou Sidônio durante seu discurso.
O publicitário, que substitui Paulo Pimenta (PT-RS) no cargo, já atuava como conselheiro informal de comunicação do presidente Lula e foi responsável pela estratégia de marketing da campanha presidencial de 2022. Ele assume a Secom em meio a críticas públicas, inclusive do próprio presidente, sobre a necessidade de aprimorar a comunicação governamental.
Além de apontar as falhas na disseminação das ações do governo, Sidônio destacou a necessidade de regulamentar o ambiente digital para combater a desinformação. Ele se posicionou contra as recentes mudanças implementadas pela Meta, que flexibilizaram a checagem de fatos nas redes sociais.
"Medidas anunciadas recentemente pela Meta são ruins, porque afrontam os direitos fundamentais e a soberania nacional, promovendo um faroeste digital. Buscaremos incentivar os processos regulatórios e garantir que a população tenha acesso a informações. Defendemos a liberdade de expressão. Lamentamos que o extremismo esteja distorcendo esse conceito para viabilizar a liberdade de manipulação", afirmou.
Sidônio também destacou que nunca planejou ocupar cargos na política institucional, mas aceitou o desafio em nome de seu compromisso com as transformações iniciadas na eleição de 2022. Ele fez questão de elogiar a atuação da primeira-dama, Janja, pela influência nas estratégias digitais do governo.
